quinta-feira, 28 de abril de 2011

Prefeito receberá proposta para criar guarda montada


SEGURANÇA Ideia é inserir cavalos nas operações da Guarda Municipal

O prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, deve receber oficialmente na segunda-feira a proposta do vereador Valtão de Souza de implantar a Guarda Municipal montada. O projeto seria fruto de uma parceria entre a Sociedade Rural dos Campos Gerais e a Prefeitura e já foi levado ao presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) – órgão ao qual a Guarda está subordinado –, Edimir José de Paula.

De acordo com o presidente da Sociedade Rural, Adilson Berger, há 120 cocheiras no Centro Agropecuário que poderão ser disponibilizadas aos animais. Segundo ele, os abrigos para os equinos só é usado durante eventos. “Podemos até fornecer alguns cavalos para a Guarda Municipal. A Sociedade tem ainda uma escola de equitação para treinar os guardas”, explica.

Além de aumentar a segurança na cidade, outro objetivo da proposta é reduzir custos. “Um veículo exige manutenção e o custo fica bastante alto por mês. Já o cavalo tem um gasto muito menor”, diz Adilson, lembrando que os animais conseguem chegar a lugares em que, muitas vezes, carros e motos não conseguem.

Para Edimir, o policiamento montado só será viável se a parceria com a Sociedade Rural se concretizar. “O Município não condições de realizar as instalações. O que pode fazer, no máximo, é adquirir alguns animais”, diz. Ainda não se sabe quanto essa proposta custaria aos cofres da Prefeitura.

De acordo com Adilson, os cavalos podem ser usados na segurança de eventos e no policiamento dos bairros. “O próprio guarda municipal se sente mais seguro em cima de um cavalo, pois fica um metro e meio acima da multidão. Isso impõe respeito. Em uma situação de conflito, a polícia montada é muito mais vantajosa”, justifica.

Outro ponto destacado pelo presidente da entidade é o relacionamento com a comunidade. “O cavalo é atrativo. Em um bairro, ele atrai olhares, principalmente das crianças, o que melhora a relação dos guardas com os moradores”, diz.

Além da Guarda Muni–cipal, o projeto também deve ser levado ao 1º Batalhão de Polícia Militar. “Estamos abertos para fazer uma parceria com esta corporação também”, conclui

blotetin net



Perda de documentos
Apenas para documentos. Em caso de perda de cheque ou talonário, deverá ser informado o nº da conta, nº agência, nº da folha de cheque (ou folhas), Banco e titular da conta; e se o cheque estava em branco ou preenchido. No caso de documentos fiscais, deverá ser informado o CNPJ, a Razão Social, e a numeração dos documentos. Caso tenha ocorrido a subtração de valores e/ou objetos, dirija-se a Delegacia mais próxima.
Perda de objetos
Apenas para objetos. Caso tenha ocorrido a subtração de objetos (o que caracteriza furto), dirija-se a Delegacia mais próxima.
Furto de celular
Caso o celular tenha sido subtraído mediante violência ou grave ameaça à pessoa (o que caracteriza roubo, e não furto), não é possível registrar seu BO aqui; procure a Delegacia mais próxima.
Denúncia anônima
Faça aqui sua denúncia! Garantimos o seu anonimato.
Denúncia
Identifique-se e faça a sua denúncia.
Ameaça
Ameaça contra mulher, criança, adolescente e homem. Ameça de agressão, de morte, etc.
As três últimas modalidades serão encaminhadas à Delegacia da respectiva área para as providências cabíveis. Entretanto, o atendimento do registro efetuado é informado ao cidadão através de e-mail ou do telefone (fixo ou celular) preenchido no registro, durante o horário comercial, exceto nos finais de semana, por Policial Civil habilitado.

“Em todo o país, apenas Piauí e Paraná não dispõem desse serviço. Vamos implantá-lo, inicialmente, em Curitiba para depois estendê-lo a todo o Estado. Não é possível que, para prestar uma queixa, a pessoa seja obrigada a se deslocar a uma delegacia, num tempo em que o acesso às tecnologias da informação está disponível a todos”, disse o secretário de Estado da Segurança, Reinado de Almeida César.

Segundo o secretário, outras mudanças também devem melhorar o atendimento aos cidadãos nas delegacias. Além da modernização tecnológica, a Secretaria quer fazer convênios com instituições de ensino superior para que estagiários de áreas como psicologia, direito e serviço social, entre outras, possam fazer o atendimento inicial às vítimas.

“Queremos a Polícia Civil trabalhando com conceitos de respeito, urbanidade e profissionalismo. Não é possível que a população tenha medo de ir às delegacias. Queremos transformar as delegacias que hoje são ambientes lúgubres e mal cuidados em locais limpos, claros, em que as pessoas se sintam acolhidas”, afirmou.

Operações policiais de PG são exemplo para o Estado


CIDADE Foram realizadas duas megaoperações envolvendo órgãos de segurança e de fiscalização

A delegada-chefe da 13ª Subdivisão Policial (SDP), de Ponta Grossa, Valéria Padovani de Souza, participou de uma reunião, na terça-feira, com o secretário de Estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, e o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius Michelotto. O encontro contou com a participação de todos os chefes das 20 SDPs e serviu para discutir as diretrizes no planejamento da segurança no Paraná.

Segundo Valéria, durante a reunião, em Curitiba, Reinaldo sugeriu que as ações realizadas em Ponta Grossa sejam copiadas pelos outros municípios. “O secretário elogiou muito as Operações Força Total I e II que realizamos na cidade, com a integração de várias forças, e pediu para que os demais delegados adotem a estratégia”, revelou a delegada. De acordo com ela, ações integradas como essas são a principal meta do governo do Estado para reduzir a violência. “Temos que mostrar à população nossa capacidade de trabalho integrado para reduzir a criminalidade. Uma união de forças em prol da sociedade”, disse o secretário. As megaoperações aconteceram em março e abril e envolveram as Polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal e Estadual; Corpo de Bombeiros; Guarda Municipal; Receitas Estadual e Federal; Instituto de Criminalística; Conselho Tutelar; Vigilância Sanitária e Setor de Alvarás da Prefeitura de Ponta Grossa.

Valéria disse também que Reinaldo reafirmou que Ponta Grossa será a primeira cidade do Paraná a receber a Delegacia Padrão. “Ele também destinou uma viatura nova para a 13ª SDP, disse que está brigando por mais melhorias e aumento do efetivo”, contou. No entanto, conforme ela, o secretário não estipulou prazos.

Segundo a delegada, a reunião foi bastante produtiva. “Percebemos que os delegados estão trabalhando em sintonia e com vontade de contribuir”.

No encontro, os delegados do interior também puderam tirar dúvidas e expor dificuldades de suas regiões. “Essa reunião é para aproximar a administração da Polícia Civil com os órgãos operacionais no interior do Estado. A troca de ideias vai nos orientar em novas diretrizes”, afirmou Michelotto.

Segundo o delegado Julio Reis, chefe da Divisão Policial do Interior (DPI), o encontro também serviu para que cada um falasse do trabalho que esta sendo realizado na sua região. “Estamos aferindo os índices de criminalidade e fizemos o balanço do primeiro trimestre. Houve queda no número de homicídios dolosos, o que demonstra que o trabalho policial está sendo bem orientado”.

Além do secretário da Segurança, do delegado-geral e do delegado-chefe da DPI, participaram da reunião o delegado-geral-adjunto, Francisco Jose Batista da Costa; o corregedor-geral, Paulo Ernesto de Araújo Cunha; o delegado-chefe do Grupo Auxiliar de Planejamento, Kioshi Hattanda; o delegado do Funrespol, Roberto Ferreira do Nascimento; o diretor do Instituto de Identificação, delegado Newton Tadeu Rocha; o coordenador do setor de informática, delegado Eduardo Marcelo Castela, e o delegado da Divisão de Estrutura, Benedito Gonçalves Neto.

Roberto Requião diz que sofreu bullying de jornalista



O senador Roberto Requião (PMDB)- foto tomou o gravador da mão de um repórter da Rádio Bandeirantes na tarde desta segunda-feira, 25 de abril, ao ser questionado sobre sua aposentadoria de ex-governador do Paraná, de acordo com O Globo.
O político retirou o cartão de memória do equipamento e devolveu, logo depois, com os áudios apagados, informou o Portal Terra.
Em seu perfil no Twitter, Requião comentou o episódio: "Acabo de ficar com o gravador de um provocador engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo". Segundo o Terra, após receber mensagens de diversos usuários sobre o episódio, o ex-governador do Paraná escreveu: "O jornalista agressor está conseguindo o sucesso que pretendeu, e a 'categoria' está alvoroçada. A discussão é boa".
Requião conversava com um grupo de jornalistas sobre a economia nos gastos públicos, especialmente na Previdência Social, quando foi indagado se estaria disposto a abrir mão de sua própria aposentadoria vitalícia, no valor de R$ 24.117,62 por mês, em nome da contenção de despesas, noticiou o R7.
O secretário de comunicação do Senado ligou para Requião pedindo que ele devolvesse o cartão de memória do gravador, de acordo com o Estado de S. Paulo. Diante da recusa, restou ao comitê de imprensa do Senado entrar com representação contra o senador na Mesa Diretora. "Só na ditadura é que eu presenciei fato tão ridículo como este", lamentou o presidente do comitê, jornalista Fábio Marçal, citado pelo Estado.
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJDF) repudiou a ação e manifestou solidariedade ao repórter. "A arbitrariedade não é prerrogativa de nenhuma autoridade. Que a censura volte para o tempo sombrio ao qual ela pertence", disse o presidente da entidade, Lincoln Macário, citado pelo portal UOL.
Este não é o primeiro caso envolvendo Requião e jornalistas. Em 2004, durante o lançamento de um programa do governo, contrariado com uma pergunta sobre sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele pegou o gravador e torceu o dedo polegar de um repórter do Jornal de Londrina.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

PG antevê eleição das mais disputadas em 2012

Ainda falta mais de um ano para definir quem serão os nomes que irão disputar a Prefeitura de Ponta Grossa, mas as perspectivas atuais apontam para uma eleição das mais concorridas. Hoje, cinco nomes despontam como possíveis candidatos ao Palácio da Ronda, dentre os quais dois ex-prefeitos, dois deputados estaduais e um dos novos nomes locais mais votados nas eleições de 2010. Grupos políticos já começaram a se movimentar ao redor destes nomes, ensaiando composições que possam ter condições reais de conquistar o governo.
A expectativa é maior des­sa vez porque o prefeito Pe­dro Wosgrau Filho (PSDB), prestes a encerrar seu segundo mandato consecutivo, não poderá disputar a reeleição. Logo, existe o suspense sobre quem será o seu indicado para sucedê-lo. O nome mais forte é o do deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM), que não esconde o desejo de disputar a Prefeitura. “A eleição ainda está muito longe, por enquanto estamos preocupados em trabalhar para o Município. Eleição é um assunto para o ano que vem”, diz Wosgrau, que recentemente assumiu a presidência do PSDB em Ponta Grossa.
O grupo de Plauto e Wosgrau terá pela frente aquele que foi seu principal adversário na eleição passada. O PPS, dos irmãos Marcelo Rangel e Sandro Alex (que disputou o segundo turno em 2008), já anunciou que terá candidato próprio. Como Sandro assumiu recentemente o mandato como deputado federal, a tendência é de que Rangel seja o escolhido. “Temos bons nomes para a disputa da Prefeitura. Agora é o momento de trabalhar na organização do partido e discutir qual é o melhor”, despista Rangel.
Dois ex-prefeitos também despontam no cenário para a disputa de 2012: Jocelito Canto (sem partido), ex-deputado estadual, e Péricles de Holleben Mello (PT), reeleito no passado na Assembleia Legislativa. “O povo tem manifestado o desejo de me ver novamente na Prefeitura. Mas para isso acontecer, é preciso montar um grupo forte. Tudo pode acontecer”, resume Jocelito, que ainda não definiu o partido ao qual pretende se filiar. As chances maiores são do PMDB. Péricles, por sua vez, é novamente lembrado em razão de seu partido não contar com outros nomes com mais peso para a disputa majoritária.
Por enquanto, o mais enfático ao falar da disputa pela Prefeitura é o PV, que já anunciou como pré-candidato o radialista e empresário Tavinho Luck. O “Véio”, como é conhecido, foi candidato a deputado federal no ano passado e fez 15,7 mil votos, sendo 13 mil somente em Ponta Grossa. “Fui convidado para disputar o Palácio da Ronda em 2012 e recebi o apoio de diversos amigos e empresários que acreditam no meu potencial para governar a cidade. Por isso aceito o desafio”, afirmou Tavinho recentemente.

Possíveis candidatos à Prefeitura
Até o momento, cinco nomes despontam como possíveis candidatos à Prefeitura de Ponta Grossa em 2012. Alguns amparados pelo bom momento que vivem em suas carreiras políticas, outros apostando na experiência na vida pública. Há ainda aqueles que precisam superar alguns obstáculos para que possam viabilizar uma possível participação na corrida eleitoral.





Plauto Miró Guimarães (DEM)
Deputado estadual em seu sexto mandato, assumiu neste ano a 1ª secretaria da Assembleia Legislativa. Foi candidato a prefeito em 1996 e agora deve ser o candidato do prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB). A seu favor pesa o fato de ser hoje o principal interlocutor local junto ao governador Beto Richa (PSDB).


Marcelo Rangel
(PPS)
Deputado estadual ponta-grossense mais votado nas últimas eleições, está em seu segundo mandato. Ao lado do irmão, o deputado federal Sandro Alex, compõe uma das principais forças políticas locais atualmente. Em 2008, Sandro chegou a disputar o segundo turno das eleições municipais.




Jocelito Canto
(sem partido)
Ex-deputado estadual com três mandatos e ex-prefeito entre 1997 e 2000, já anunciou por diversas vezes sua aposentadoria política. Atualmente sem partido, tende a ir para o PMDB. Para poder concorrer, precisa solucionar as pendências com a Justiça, a fim de não ter problemas com a lei da Ficha Limpa






Péricles de Holleben Mello (PT)
Deputado estadual em seu quarto mandato, já governou Ponta Grossa entre 2001 e 2004. Pode ser candidato em razão de o PT não contar com nomes de peso para a disputa majoritária. Porém, teve recentemente desaprovadas suas contas de 2001 e 2003, o que pode impedi-lo de participar das eleições.



Tavinho Luck
(PV)
Radialista conhecido pelo seu personagem “Véio”, disputou sua primeira eleição no ano passado. Candidato a deputado federal, fez 15,7 mil votos, sendo 13 mil apenas em Ponta Grossa. Já foi anunciado como pré-candidato a prefeito pelo seu partido, que peca pela estrutura inferior à de outras legendas.

sábado, 16 de abril de 2011

Polícia impede assalto a posto de combustíveis


NA HORA CERTA Suspeitos foram presos quando tentavam assaltar o estabelecimento, na Avenida Souza Naves

Policiais rodoviários federais da Unidade Operacional Caetano, em Ponta Grossa, conseguiram impedir o assalto a um posto de combustíveis, na noite de quarta-feira. O alvo era um estabelecimento localizado na Avenida Souza Naves, perímetro urbano da BR-373.

Um funcionário desconfiou de dois homens que rondavam o local e acionou o telefone de emergência da PRF, o 191. Os policiais logo chegaram e conseguiram prender os suspeitos. Um deles estava armado com um revólver calibre 38.

O chamado do funcionário foi registrado pela central da PRF, em Curitiba e, de lá, um agente ligou para a unidade policial.

Imediatamente, os policiais se deslocaram ao posto e, nas proximidades, avistaram os dois suspeitos no acostamento da rodovia. Ao ligar a sirene, os homens jogaram em meio a um matagal a arma e várias munições, no entanto, acabaram rendidos e imobilizados.

Durante a revista, a PRF encontrou uma touca tipo balaclava – muito usada por assaltantes. Os policiais conseguiram encontrar o revólver e 11 munições intactas.

Os suspeitos, um de 18 e outro de 19 anos, não portavam documentos, mas seriam conhecidos pelos apelidos de “Narizudo” e “Caramelo”. Os dois foram encaminhados à 13ª Subdivisão Policial (SDP) e autuados em flagrante por tentativa de roubo e porte ilegal de arma.

Ainda segundo a PRF, ambos confessaram que pretendiam assaltar o posto. Eles são suspeitos de vários outros assaltos cometidos em postos de combustíveis da área da BR-373, entre o Jardim Sabará e o Núcleo Cristo Rei.

Ciganos vila vilela escondiam drogas, armas e objetos roubado


PROVAS DO CRIME Pontos de tráfico funcionavam na casa de ciganos, na Vila Vilela

Uma operação da Polícia Militar estourou dois pontos de tráfico de drogas em Ponta Grossa, na tarde de ontem. As bocas-de-fumo funcionavam em duas casas habitadas por ciganos, na Vila Vilela. Ao todo, foram apreendidos 4,5 quilos de maconha, 50 gramas de crack, uma pistola calibre 765, munições, uma espada, diversos aparelhos eletroeletrônicos supostamente furtados ou roubados e R$ 2,8 mil em espécie. Três pessoas foram detidas e encaminhadas à 13ª Subdivisão Policial (SDP).

A ação foi comandada pela Agência Local de Inteligência (ALI) do 1º Batalhão de Polícia Militar. Segundo os policiais, o trabalho começou com a chegada de denúncias anônimas ao Sistema 181 e as investigações duraram alguns dias.

Os pontos de tráfico funcionavam em residências no mesmo terreno, na Rua Carlos Chagas. Em uma delas mora um homem de 67 anos e a mulher dele, e na outra casa, vivem a filha do casal, de 28 anos, e o marido, de 29. “Na casa do idoso, encontramos grande quantidade de dinheiro e um tijolo de maconha”, disse um dos PMs. “Na moradia da jovem, havia mais dinheiro, maconha, crack, os produtos roubados e a pistola”, complementou. Também foram localizadas munições calibre 38.

De acordo com a polícia, tanto as drogas quanto o dinheiro estavam espalhados pela casa do jovem casal. Boa parte da droga foi encontrada graças aos cães mantidos pela equipe do Canil e que foram prestar apoio à operação. Policiais da Rádio Patrulha também acompanharam a ação. “Tinha droga dentro do guarda-roupa, dinheiro espalhado”, explicou o policial da ALI. Segundo ele, os suspeitos não reagiram. Os acusados confessaram que apenas um notebook, apreendido na operação, é furtado.

Ainda segundo a PM, os supostos traficantes vendiam drogas tanto para usuários quanto para outros revendedores. “Por isso que encontramos televisores e outros objetos de grande valor. Eles recebiam esses produtos de furto em troca de droga para outros traficantes”, disse o policial.

Os três acusados não tiveram o nome divulgado porque, até o fechamento desta edição, eles ainda não tinham sido ouvidos pelo delegado Flávio Zanin.Publicado em: 16/04/201

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Município precisa definir regime, diz TRT 2011


CONTRÁRIOS Servidores apresentaram posicionamento ontem na Câmara

Acompanhados do prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), os vereadores Alysson Zampieri (PPS) e Sebastião Mainardes Júnior (DEM) estiveram ontem em Curitiba, reunidos com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Ney José de Freitas. O assunto da conversa foi o polêmico projeto do Executivo que estabelece o regime estatutário próprio para os servidores municipais. Durante o encontro, o presidente reforçou a necessidade de definir um regime único para o funcionalismo municipal, o que não acontece hoje.

Zampieri preside a Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR), que analisa o projeto atualmente. De acordo com ele, o funcionalismo municipal hoje está dividido entre servidores de regime estatutário e os regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os chamados celetistas. “O que nós não sabíamos é que, se for rejeitado o projeto, não poderá permanecer como está. O presidente esclareceu que é preciso definir um regime único, ou estatutário ou celetista”, observou.

De acordo com Zampieri, os dois regimes têm suas vantagens e desvantagens para os trabalhadores. Por exemplo: no regime celetista, os servidores perderão o direito à estabilidade garantida no serviço público. Com o estatutário, a perda será do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “O FGTS existe como forma de compensar a estabilidade. A legislação exige que se opte entre um dos dois”, reforçou o parlamentar.

O próximo passo da comissão será chamar o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Leovanir Martins, para apresentar seu posicionamento. Na sequência serão chamados um representante do Departamento Jurídico da Prefeitura e o próprio prefeito Wosgrau. Por fim, será realizada uma audiência pública com os servidores, para que eles se manifestem a respeito da proposta do Executivo. Somente então a comissão irá emitir o parecer ao projeto, que seguirá para votação em plenário.

Servidores pedem que projeto seja rejeitado
Servidores municipais lotaram o plenário da Câmara Municipal no início da noite de ontem para acompanhar um ato público organizado pelo sindicato da categoria. O objetivo da reunião foi apresentar o posicionamento oficial da categoria a respeito do projeto que cria o regime estatutário próprio para o funcionalismo. Contrários à proposta do governo, os trabalhadores solicitaram que os vereadores rejeitem a matéria.

A apresentação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Leovanir Martins, ao presidente da Câmara, vereador Maurício Silva (PSB). De acordo com o sindicalista, se aprovado, o projeto do Executivo trará uma série de prejuízos aos trabalhadores. “Esse projeto, se aprovado representará um golpe em várias conquistas obtidas pela categoria nos últimos anos”, assinalou.

Um dos pontos que gera maior preocupação entre os servidores é o fim do pagamento do FGTS, que já não vem sendo depositado pela administração municipal por ter sua legalidade questionada na Justiça. Leovanir atenta ainda para a possibilidade de o governo alterar os direitos dos servidores conforme sua vontade. “O Executivo poderá mexer como bem entender em questões como remuneração e carga horária”, observa. Outros itens que são motivos de contrariedade são o corte das horas extras com a criação de banco de horas e a instituição de jornada de trabalho variada, entre 30 e 40 horas semanais.

Maurício informou aos servidores que o projeto ainda está sendo analisado pela Comissão de Justiça e que só seguirá para apreciação em plenário somente após ampla discussão. Alguns vereadores já se manifestaram publicamente voto contrário à proposta, casos de Pascoal Adura (PMDB) e George Luiz de Oliveira (PMN).

Publicado em: 14/04/2011

1º Batalhão forma 40 novos policiais

A Região dos Campos Gerais receberá, a partir da próxima semana, reforço na segurança pública. É que está marcada para a quarta-feira que vem a solenidade de Formatura do Curso de Formação de Soldados – Turma 2010/2011. Quarenta novos policiais militares, dentre eles seis mulheres, estarão sendo promovidos a soldado primeira classe e passarão a trabalhar nos municípios. O curso teve duração de aproximadamente dez meses. Durante esse período, os PMs tiveram a aulas teóricas e práticas e passaram por estágio supervisionado operacional. Agora, os novos policiais militares estão prontos para desempenharem suas funções nas ruas. A cerimônia acontecerá no 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), às 10 horas.

Interdição da cadeia de PG é discutida por entidades


SUPERLOTADA Cadeia Pública de Ponta Grossa amontoa mais de 500 presos em espaço projetado para 172

O Ministério Público Esta­dual promove hoje um encontro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Subseção Ponta Grossa para discutir o risco de interdição da Cadeia Pública Hildebrando de Souza. O café da manhã reúne a promotora Daniele Cristine Cavali Tuoto, o juiz da Vara de Execuções Penais, Antônio Acir Hrycyna, e a diretoria da OAB. “Vamos discutir a possibilidade de fechamento do presídio ou alternativas para amenizar a superlotação”, afirma o presidente da OAB, Luís Alberto Kubaski.

Daniele acredita que a interdição total do presídio, porém, não resolve a questão. “O fechamento pode criar um problema muito maior porque não temos onde colocar os presos que lá estão e nem onde pôr os detentos que chegam todos os dias”, comenta. Segundo ela, juntas, as entidades envolvidas diretamente com o sistema carcerário podem estudar saídas “menos dolorosas para a sociedade”.

Do total de presos no Hildebrando, 190 já foram condenados e deveriam estar cumprindo pena nas penitenciárias. “Nós já pedimos a transferência de todos eles”, garante Daniele. O problema é que também não há vagas nos demais presídios.

Uma das medidas a serem debatidas na reunião desta quinta é a realização de mais um mutirão carcerário, com o objetivo de revisar os processos dos mais de 500 presos que hoje se amontoam na cadeia. Desde dezembro, o Hildebrando, que tem capacidade para 172 detentos, vive a maior lotação de sua história.

De acordo com a promotora, além dos condenados, o ‘Cadeião’ ainda mantém presos que poderiam estar respondendo ao processo em liberdade. “Há cerca de cem detentos que já poderiam ter sido soltos por causa dos prazos da Justiça ou porque cometeram crimes de menor gravidade. Infelizmente, não temos uma Defensoria Pública para acompanhar mais de perto todos os processos”, lamenta. Por isso, Daniele espera a colaboração da OAB para revisar as ações dos detentos. “A Vara de Execuções Penais não cuida apenas de Ponta Grossa. Temos cerca de 15 mil processos da cidade e da região para atender. Não conseguimos fazer todo o trabalho sozinhos”, acrescenta a promotora.

Mais vagas
O presidente da OAB também destaca a necessidade de se cobrar do governo do Estado a criação de uma Casa de Custódia. “Essa obra não vai resolver o problema, mas vai alivi”, diz Kubaski.

O que o governo já anun­ciou foi a ampliação­ do Centro de Regime Semi­aber­to de Ponta Grossa (Crapg), obra orçada em R$ 1,8 milhão. A unidade possui­ capacidade para 120 homens condenados e a ampliação vai permitir a abertura de mais 216 vagas.

Publicado em: 14/04/2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PM recolhe armas em Itaiacoca 2011


CRIME Patrulha Rural apreendeu três armas na região, ontem

A Polícia Militar apreendeu três armas de fogo, munição de vários calibres e equipamentos de recarga no fim da manhã de ontem, em Ponta Grossa. O material estava em sítios da localidade de Ribeirãozinho, no Distrito de Itaiacoca, próximo à divisa com o município de Castro. A Patrulha Rural foi à região para verificar denúncias de caça ilegal.

Duas pessoas foram levadas ao 2º Distrito Policial, prestaram depoimento ao delegado Marcus Vinícius Sebastião e foram liberadas. Os homens, de 58 e 23 anos, vão responder a inquérito por posse ilegal de arma de fogo.

De acordo com o cabo Ferraz, da PM, foram apreendidas duas espingardas, calibre 32 e 28, e uma garrucha calibre 36. O armamento é bastante antigo e foi entregue voluntariamente pelos dois homens. A polícia não conseguiu confirmar a prática de caça durante a ação.

Segundo Ferraz, a Patrulha Rural está intensificando o policiamento no Distrito de Itaiacoca devido a dois confrontos armados registrados no fim do ano passado e começo deste ano. “Recebemos também várias denúncias de posse e porte de arma, disparos e caça ilegal”, explica.

O policial diz que muitos moradores da região costumam manter armas em casa, mas lembra que elas precisam ter registro da Polícia Federal. “Por isso, a pessoa que não possuir o registro, pode acabar presa e indiciada”, observa, acrescentando que a Patrulha está verificando as denúncias não só no Distrito de Itaiacoca, mas em toda a zona rural de Ponta Grossa.Publicado em: 06/04/2011

Criminalidade diminui em Ponta Grossa, diz polícia 2011


CÚPULA Delegados Maurício da Luz, Valéria Padovani e Leonardo Carneiro destacaram a redução da violência, em entrevista coletiva

A 13ª Subdivisão Policial (SDP) registrou queda na criminalidade em Ponta Grossa no primeiro trimestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números foram apresentados, na manhã de ontem, pela delegada-chefe da 13ª SDP, Valéria Padovani de Souza, em entrevista coletiva. Os índices levam em conta dados referentes a homicídios, roubos e furtos, crimes considerados de maior gravidade na área da segurança pública.

Segundo o levantamento, o número de assassinatos caiu 28% no município. De janeiro a março deste ano, a polícia registrou 13 homicídios na cidade contra 18 contabilizados no primeiro trimestre de 2010. Do total de assassinatos contabilizados em 2011, 78% foram elucidados, com detenção dos suspeitos ou, pelo menos, expedição do mandado de prisão. “O crime que merece mais atenção da polícia é o homicídio e boa parte dos casos está relacionada ao tráfico de drogas”, comentou o delegado-adjunto, Leonardo Carneiro.

Os furtos simples tiveram queda de 34%, os furtos qualificados, 7%, e os roubos, 17%. Conforme a 13ª SDP, foram registrados 810 furtos qualificados, 462 furtos simples e 370 roubos nos três primeiros meses de 2010. Em 2011, em igual período, a polícia notificou 757 furtos qualificados, 305 furtos simples e 306 assaltos.

Valéria considera os números positivos e atribui o resultado ao trabalho de investigação realizado pelo Setor de Inteligência da 13ª SDP e à integração dos diversos órgãos de segurança e fiscalização, durante as operações de combate ao crime. “Criamos o setor para fazermos um mapeamento da criminalidade na cidade e já estamos colhendo os frutos, com a redução da violência”, disse.

A delegada afirmou que a polícia tem se esforçado para colocar bandidos atrás das grades. “O criminoso pode ter certeza de que não ficará impune e será afastado do convívio social. Enquanto não tiver condições de viver em sociedade, permanecerá encarcerado”, garantiu. No entanto, a manutenção do suspeito preso depende de decisões da Justiça.

O delegado da Seção de Furtos e Roubos, Maurício Souza da Luz, ressaltou a participação da população na resolução dos crimes. “A credibilidade da polícia tem aumentado”, observou.

Prestação de contas
Valéria Padovani convocou a entrevista coletiva para apresentar os dados da violência, conforme prometido no início da gestão, em meados de janeiro. “Comprometi-me a prestar contas à sociedade dos Campos Gerais, afinal, somos um órgão público e precisamos apresentar os números à população para juntos buscarmos a melhoria do serviço público”, assegurou.

O próximo passo, anunciou a delegada, é aumentar e melhorar a estrutura das delegacias dos demais municípios dos Campos Gerais. A 13ª SDP abrange 19 cidades.

Veja os números:
Jan-Mar/2010 Jan-Mar/2011
Homicídios 18 13
Roubos 370 306
Furtos qualificados 810 757
Furtos simples 462 305
Fonte: 13ª Subdivisão Policial

Mapa vai apontar perfis
O Setor de Inteligência da 13ª SDP está elaborando um mapa da violência. Segundo o delegado Leonardo Carneiro, o objetivo é relacionar todas as informações referentes aos crimes, como local da ocorrência, horário, perfil do criminoso e da vítima. “A partir desses dados, podemos realizar operações integradas para prevenir a violência”, afirmou. De acordo com a delegada Valéria Padovani, o mapeamento vai auxiliar o direcionamento das ações.

Projeto limita decretos do prefeito


CORREÇÃO Pascoal Adura aponta desrespeito à Constituição

Um projeto apresentado pelo vereador Pascoal Adura (PMDB) na Câmara Municipal pretende reduzir o poder do prefeito para estabelecer mudanças através de decreto. Pela proposta protocolada na semana passada, decisões sobre criação ou extinção de cargos, aumento na remuneração e organização administrativa do Executivo deverão obrigatoriamente passar pelo crivo dos vereadores.

O projeto altera o Artigo 71 da Lei Orgânica do Município (LOM), que relaciona as medidas possíveis de serem promovidas por meio de decreto do prefeito. Pascoal retira dessa relação as leis que “criem ou extingam cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e indireta ou aumento de sua remuneração” ou “disponham sobre a organização administrativa do Poder Executivo”. Uma comissão especial será formada para analisar o projeto e emitir parecer.

Segundo Pascoal, o projeto restabelece o que já estava na Lei Orgânica até meados da década de 1990. “Da maneira como está, a lei está ferindo o que dispõe a Constituição Federal. Estamos apenas corrigindo o que foi modificado”, afirma. O que motivou o vereador a apresentar a proposta foi a concessão de aumento salarial a uma diretora da Secretaria de Saúde. Após o projeto ser rejeitado na Câmara, o prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) reajustou os vencimentos da servidora através de decreto.

Opositor ferrenho à atual administração, Pascoal diz que pretende fazer com que os vereadores tenham condições de avaliar melhor as ações do governo. “O prefeito está fazendo tudo que quer por decreto. Temos que mudar isso, se ele quiser fazer as coisas terá que mandar para a Câmara”.
Publicado em: 06/04/2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pivô de crime brutal desaparece



Valéria Ferreira, 20, do “caso ex-condedinho”, poderá ser considerada fugitiva pela polícia se faltar à reconstituição

Personagem central do rumoroso “caso -condedinho”, a morte a facadas de Marcos Cícero Silveira, 34, crime ocorrido em 13 de setembro do ano passado, na Vila Marina, em Ponta Grossa, a viúva Valéria Ferreira, 20, desapareceu e seu sumiço intriga o delegado Marcus Vinícius Sebastião, do 2º Distrito Policial, presidente das investigações. Ontem, a autoridade policial a aguardava para a acareação. Na quarta-feira da próxima semana está marcada a reconstituição – dois procedimentos considerados importantes para esclarecer pontos conflitantes do inquérito.
“Ainda vou decidir quais as providências que deverei tomar em relação à ausência dela”,assinala a autoridade policial.Morta Valéria não está. Recentemente ela postou
mensagem na internet criticando o delegado pela continuidade da investigação de um crime que, segundo afirma, já está esclarecido. Neste contexto, a garota refere-se ao pai Altair Ferreira, 44, que assumiu a autoria do assassinato. Para o delegado, a confissão contraria as provas técnicas. Ele cita que nas roupas que Ferreira usava no dia do assassinato (jaqueta, camiseta e blusa), os exames realizados pelo Instituto de Criminalística não encontraram vestígios de sangue humano. Havia resquício na calça, na altura do joelho, apenas. O laudo enseja a hipótese de Altair ter faltado com a verdade ao depor em 25 de setembro do ano passado. “Não está nada resolvido e o inquérito em andamento tem o propósito de possibilitar a Justiça a punição dos culpados. Estou atrás da verdade e vou encontrá-la”, diz Marcus Sebastião. A reportagem do Diário dos Campos tentou localizar Valéria Ferreira nesta quarta-feira. Até mesmo o advogado contratado por ela, Wanderley Weber Pontes, não saberia informar o paradeiro da cliente. “Perdi contato com ela e não faço ideia do local onde ela possa estar morando. Se não a localizar, ela também não vai estar presente à reconstituição marcada para semana que vem”, sustenta. O criminalista afirma que a garota sempre teve interesse em esclarecer a morte do marido e nunca se negou em contribuir com as investigações.
Valéria e Marcos moravam numa área de recreação localizada à Rua Rio Negro, proximidades da fábrica da Sadia. Altair Ferreira alega ter esfaqueado o genro (foram 30 facadas) para defender a filha. O brutal assassinato revoltou a família do rapaz. Para Camila Araújo, irmã da vítima, o homicídio foi premeditado e há outras pessoas envolvidas. “É uma possibilidade que nós estamos admitindo. Além disso, queremos saber onde foram parar os R$ 30 mil que ele tinha”, comenta.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Câmara mantém contas desaprovadas de Péricles

TRANQUILO Péricles Mello acredita que vereadores se precipitaram

Procurado pela reportagem no início da noite de ontem, o ex-prefeito Péricles de Holleben Mello se disse tranquilo quanto á sua situação com a manutenção das contas desaprovadas pela Câmara. Ele lembrou que o Tribunal de Contas do Estado já reviu os pareceres iniciais e deve reverter as decisões em breve.

“Acho que a Câmara se precipitou, os vereadores não estavam preparados para votar uma matéria complexa como essa. Essa precipitação é decorrente do processo de eleição para a presidência, em que tentaram me culpar pelo voto da Ana Maria”, disse Péricles, lembrando da eleição para a Mesa Executiva, em que a vereadora Ana Maria de Holleben foi acusada de não tem honrado compromisso assumido com o grupo derrotado.

O ex-prefeito lembrou que no caso dos dois pareceres, o tribunal anulou parte das irregularidades apontadas anteriormente. Em relação a 2003, duas de seis irregularidades já foram sanadas. Quanto a 2001, ele cita o fato de ter conseguido corrigir 146 conciliações bancárias apontadas no relatório. “Daqui a um, dois ou três meses o tribunal irá emitir outro parecer, que será diferente daquele que os vereadores aprovaram. E aí o que eles fizeram hoje [ontem] será anulado”, argumenta.

Em ambos os processos, Péricles apresentou no TCE pedidos de rescisão, últimos recursos que ainda cabem ao ex-prefeito para tentar reverter os pareceres. Nos dois casos, a Diretoria de Contas Municipais (DCM) e o Ministério Público do Tribunal de Contas opinaram pelo provimento parcial dos pedidos. Em relação às contas de 2001, instrução da DCM emitida em outubro do ano passado recomenda que parte das irregularidades seja convertida em ressalvas.

Péricles diz ainda ter a certeza de que não perderá os direitos políticos. “A legislação prevê a perda dos direitos políticos para vício irreversível e doloso. Posso ter cometido erros técnicos, mas não cometi nenhum dolo ou desvio de dinheiro”, sustenta. O ex-prefeito também vai analisar a possibilidade de contestar na Justiça o procedimento dos vereadores.


SURPRESA Júlio Küller solicitou inclusão de pareceres na pauta

DEFESA Ana Maria tentou adiar votação, mas não obteve sucesso

Foram mais de dois anos aguardando para que finalmente pudessem ser colocadas em votação na Câmara Municipal as contas de 2001 e 2003 do ex-prefeito e atual deputado estadual Péricles de Holleben Mello (PT). Quando poucos esperavam, o assunto foi liquidado em questão de horas. Na sessão de ontem, os dois pareceres desaprovando as prestações de contas foram colocados em votação e mantidos pela maioria dos parlamentares. Se as matérias forem novamente aprovadas em segunda discussão, Péricles pode ter os direitos políticos suspensos por cinco anos.

Os dois pareceres do Tribunal de Contas do Estado (TCE), manifestando a desaprovação das contas de Péricles, chegaram ao Legislativo no início de 2009.

Em relação a 2001, foram apontadas entre as irregularidades a ausência de documentos, inconsistência do sistema de controle e insuficiente comprovação da posição financeira. Já no que se refere a 2003, os problemas estavam na não justificação de um déficit de R$ 1,3 milhão e no não cumprimento dos percentuais mínimos obrigatórios para a educação e a saúde.

Os dois pareceres da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização (CFOF), mantendo a desaprovação das contas, foram protocolados no final de 2009.

Desde então, os vereadores que passaram pela presidência do Legislativo optaram por não colocar as matérias em votação, em vista de que o ex-prefeito tem seus últimos recursos sendo analisados pelo tribunal. Durante a sessão de ontem, porém, o presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização (CFOF), Júlio Küller (PPS) surpreendeu ao solicitar a inclusão dos projetos na ordem do dia.

“Os projetos estão prontos para serem votados, não há porque esperar”, defendeu Küller. Ele relatou que, juntamente com George Luiz de Oliveira (PMN), esteve reunido com o presidente do TCE, Fernando Guimarães, o qual disse não haver impedimento para que os vereadores conduzissem a votação. Após o presidente da Câmara, Maurício Silva (PSB), relutar, a sessão foi suspensa e a Comissão de Finanças se reuniu para discutir o encaminhamento da proposição.

Maurício decidiu deliberar sobre a inclusão dos pareceres na pauta e, por 10 votos a 4, os vereadores aprovaram que eles fossem votados ainda ontem.

Ana Maria de Holleben (PT), prima de Péricles, ainda apresentou um pedido de vistas, derrubado pela maioria. Na votação dos dois pareceres, foram 10 votos pela favoráveis, 4 contrários e uma abstenção. Os projetos passarão por mais

Como votaram os vereadores
Alessandro Lozza de Moraes (PSDB) Favorável
Alina de Almeida César (PMDB) Favorável
Alysson Zampieri (PPS) Favorável
Ana Maria de Holleben (PT) Contrária
Edilson Fogaça (PTN) Favorável
Doutor Enoc (PTN) Contrário
George Luiz de Oliveira (PMN) Favorável
Doutor Zeca (PSDB) Favorável
Júlio Küller (PPS) Favorável
Márcio Schirlo (PSB) Abstenção
Maurício Silva (PSB) Contrário
Pascoal Adura (PMDB) Favorável
Sebastião Mainardes Júnior (DEM) Favorável
Valfredo Laco Dzázio (PRP) Contrário
Valtão de Souza (DEM) Favorável


Vereadores questionam procedimento

Paralisação da sessão, tentativas de adiamento, contestações e acusações de briga política. Assim foi o processo de votação das contas do ex-prefeito Péricles de Holleben Mello durante a sessão de ontem na Câmara Municipal. De um lado, vereadores cobravam a solução imediata para o impasse que durava mais de dois anos. De outro, defensores de que a votação era prematura, visto que os pareceres ainda podem ser alterados pelo Tribunal de Contas.

Ana Maria de Holleben argumentou que, através de seus recursos, Péricles conseguiu reverter grande parte das irregularidades que haviam sido apontadas nos pareceres em trâmite no Legislativo. “O parecer que veio do tribunal não é mais o mesmo. O julgamento das contas nesse momento é de uma temeridade absurda”, afirmou. Ela também argumentou que o Regimento Interno exigia que o ex-prefeito tivesse sido



comunicado da votação com pelo menos 24 horas de antecedência.

Para o vereador Edilson Fogaça, que presidiu a Comissão de Finanças e foi o responsável pelos pareceres mantendo a desaprovação das contas, a iniciativa de colocar as matérias em votação imediata não passava de “retaliação política”. “Para quem esperou um ano e meio, mais 15 dias não faria diferença. Essa atitude é apenas fruto da rivalidade entre grupos políticos que se formaram e que vai levar a uma guerra sem sentido”, frisou.

Do outro lado, vereadores ressaltaram o longo tempo que os pareceres permaneceram tramitando na Casa. “O ex-prefeito teve tempo suficiente para se defender e nós, vereadores, tivemos tempo demais para votar os pareceres”, disse Júlio Küller. “Temos que definir essa situação de uma vez. Não podemos deixar coisas paradas, engavetadas”, acrescentou Pascoal

Publicado em: 17/03/2011

Economia na Assembleia pode ser destinada a PG


NÚMEROS Plauto Miró apresentou um balanço do primeiro mês à frente da 1ª Secretaria da Assembleia

Somente em gastos com pessoal, a Assembleia Legislativa do Paraná deve encerrar o ano de 2011 com uma economia da ordem de R$ 40 milhões. Ao final do exercício, esse montante deverá ser devolvido aos cofres do governo do Estado, responsável pelo repasse. Como 1º secretário da Assembleia, o segundo mais importante no comando do Legislativo, o deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM) pretende intervir junto ao governador Beto Richa (PSDB) para que uma parcela desses recursos seja aplicada em Ponta Grossa e na região dos Campos Gerais.

O anúncio foi feito na noite da última sexta-feira, durante uma prestação de contas promovida por Plauto aos órgãos de imprensa. Ao lado dos diretores de Pessoal, Bruno Garofani, e de Apoio Técnico, Cléber Cavalli, o deputado fez uma avaliação do primeiro mês de gestão da nova Mesa Diretora, que iniciou suas atividades no dia 15 de fevereiro. Foram apresentados números e informações sobre funcionalismo, contratos, medidas para incrementar a transparência e sanar os problemas herdados por gestões anteriores.

Uma das medidas enfatizadas por Plauto foi a redução nas despesas com pessoal, através do corte de servidores comissionados, redução de salários e economia com diárias. De acordo com ele, a queda nos gastos registrada em fevereiro ficou em R$ 3,6 milhões. “Salários baixos eram de R$ 6 mil e os grandes de mais de R$ 30 mil. Ganhar em torno de R$ 15 mil era normal”, revelou.
Mantendo a economia média de R$ 3,6 milhões ao mês, a Assembleia deve encerrar o ano gastando aproximadamente R$ 40 milhões a menos com o funcionalismo. Dinheiro esse que será devolvido aos cofres do Executivo. “Terei a oportunidade de pedir ao governador para que uma parcela desses recursos seja investida em Ponta Grossa e na região dos Campos Gerais”, assegurou Plauto, que também tem ligação estreita com o governo Beto Richa.

Os números apresentados pelo deputado indicam uma redução significativa no quadro funcional do Legislativo entre janeiro e fevereiro de 2011. Os comissionados caíram de 1.311 para 994, enquanto os efetivos passaram de 495 para 453, gerando uma economia de 15%. Na comparação com fevereiro de 2010 a diferença é ainda maior. Eram 508 efetivos e 2.082 comissionados, os quais ocasionavam despesas 27% maiores que as atuais.





Em sua prestação de contas, Plauto Miró revelou que tanto ele como o atual presidente, deputado Valdir Rossoni (PSDB), tinham conhecimento dos problemas e das irregularidades que se iniciaram nas gestões passadas. Porém, foi justamente isso que fez com que ele não participasse antes da Mesa Diretora. “Houve convites, mas nunca quis fazer parte porque sabia que tinha problemas. Se eu fizesse parte, teria de concordar com os erros que estavam sendo cometidos”, justificou.

DIFICULDADES Bruno Garofani, diretor de Pessoal, apontou problemas

O recadastramento realizado pela Assembleia Legislativa no mês passado confirmou o que já havia sido denunciado anteriormente pela imprensa: grande parte dos servidores nomeados para cargos em comissão eram ‘fantasmas’. “Dos 500 funcionários registrados, pouco mais de 100 apareciam para trabalhar. Muitos nem moravam no Paraná”, relatou o deputado Plauto Miró Guimarães durante a reunião de sexta-feira.

O diretor de Pessoal, Bruno Garofani, apontou uma série de problemas detectados no quadro de servidores, os quais já começaram a ser corrigidos. De acordo com ele, uma das principais dificuldades encontradas foi em relação à base de dados do funcionalismo. “Havia descontrole de nomeações e exonerações, não existe o histórico funcional dos servidores” relatou. Uma assessoria já foi contratada para levantar esses históricos e verificar se as nomeações foram corretas ou não.

Ainda segundo Garofani, não havia organização dos procedimentos internos. “Não existiam servidores certos para cada função. Cada um fazia conforme ordenava o chefe”, contou. Outros problemas citados foram o número reduzido de servidores efetivos, má qualificação desses trabalhadores e falta de controle sobre a carga horária. Além disso, um aumento salarial de 13,9%, aprovado no final do ano passado, foi cancelado e contestado na Justiça.

Outras irregularidades foram detectadas em contratos firmados pelas gestões passadas. Segundo Plauto, existem atualmente 18 contratos vencidos, dois prestes a vencer e cinco não vencidos, mas com preços exagerados e que estão em avaliação. Um deles, para aquisição de água, refrigerantes e sucos, apresentava sobrepreço de 40%. “A empresa responsável pelo fornecimento tinha ligação com os seguranças da Casa”, acrescentou o deputado.


Diretores mandavam na Casa
Plauto evitou responsabilizar diretamente os deputados pela situação que se consolidou dentro da Assembleia Legislativa. De acordo com ele, quem realmente comandava o Legislativo eram os diretores. “A maioria dos diretores estavam há mais de 30 anos na Casa. Os deputados passavam e eles permaneciam, cada um criando um nicho de negócios dentro da Assembleia”, afirmou. Além de manter as próprias funções, cada um nomeava um grupo de parentes para ocupar cargos na Casa.

O 1º secretário lembrou ainda da atuação dos seguranças da Assembleia, que indicavam funcionários, achacavam e pressionavam deputados. Eles foram retirados da Casa após ocupação da Polícia Militar no primeiro dia da nova gestão. Questionado sobre o porquê de essa situação ter sido levada a público somente agora, o deputado resumiu: “porque ninguém teve coragem de mexer nisso. Sabiam que havia problemas, mas ninguém fez nada”.



Portal vai facilitar acesso a informaçõesO novo Portal da Transparência, que colocará à disposição do público informações sobre atos, atividades e despesas da Assembleia Legislativa, está recebendo os últimos retoques da equipe técnica encarregada de formatá-lo. Esse modelo, em fase de conclusão, será ainda submetido à aprovação da Comissão Executiva antes de ser liberado para consultas.

Uma das prioridades da Mesa Diretora em seu projeto de moralização e modernização da Casa, o portal, da forma como estava constituído, desagradou o presidente Valdir Rossoni, que o considerou incompleto e de difícil acesso e ordenou a sua reformulação. O novo layout, desenvolvido sob a coordenação da Diretoria de Comunicação Social, será apresentado também a todos os diretores da Assembleia, para se inteirarem à rotina de atualização contínua dos dados.

Segundo o deputado Plauto Miró, a intenção é tornar mais fácil o acesso da população às informações do Legislativo. “Certamente vamos cometer erros em nossa administração, mas todos esses erros estarão abertos à sociedade”, assegurou. Uma das mudanças no portal é a publicação em tempo real dos gastos dos parlamentares
Publicado em: 20/03/2011

sábado, 19 de março de 2011

Encontrado rapaz que matou grávid


LONGE Eder Leandro dos Santos estava escondido na casa do pai, em uma cidade que fica a 450 quilômetros de Ponta Grossa

A Polícia Civil de Ponta Grossa prendeu, na quinta-feira, Eder Leandro dos Santos, 23 anos, acusado de matar uma grávida no Jardim Quero-Quero, no mês passado. De acordo com o delegado Maurício Souza da Luz, o rapaz estava foragido na casa do pai, no município de Jesuítas, próximo a Cascavel, a 450 quilômetros de Ponta Grossa. Ele foi detido por policiais de Formosa do Oeste, que fica próximo. Na tarde de ontem, o suspeito prestou depoimento na 13ª Subdivisão Policial (SDP) e foi encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

Segundo Maurício, Eder foi encontrado “por acaso” depois que moradores da pequena cidade estranharam a presença dele e pediram providências à polícia. Atendendo ao pedido, os policiais foram verificar e viram que estava com um mandando de prisão preventiva em aberto. O mandado foi expedido pela Justiça de Ponta Grossa ainda no dia 6 de fevereiro, data do crime.

De acordo com o delegado, o rapaz confessou que estava com uma espingarda e efetuou um disparo contra a casa da gestante Alexsandra Aparecida Martins Duarte, 26. “Ele contou que estava a duas quadras de distância e não viu que havia acertado alguém”, relatou Maurício. Eder disse que atirou porque estava sendo ameaçado por um grupo de rapazes, armado com paus e pedras.

A morte de Alexsandra chocou os moradores da cidade. Ela estava grávida de nove meses e foi atingida por dois tiros. Um acertou a cabeça e outro, a barriga. A cunhada dela, Maria Lucia Pinheiro, 27, foi baleada no rosto. Logo após o assassinato, a Polícia Militar conseguiu deter dois acusados, entre eles um adolescente de 15 anos, que continua recolhido.

Na época, familiares de Alexsandra contaram que ela tentava proteger o irmão e um amigo dele, que, momentos antes, haviam se envolvido em uma confusão. Na porta da casa, foram vistas pelo menos 11 marcas de tiros.

Esclarecido
O Setor de Inteligência da 13ª SDP esclareceu o único assassinato registrado até agora neste mês, em Ponta Grossa. De acordo com o delegado Leonardo Carneiro, o andarilho Hamilton da Cunha foi morto por um adolescente de 15 anos. “Ele teria matado a vítima por um desentendimento entre ambos”, disse. O garoto prestou declarações nesta quinta-feira e foi liberado.

O adolescente foi encontrado a partir de investigações do Setor com a ajuda de informações de populares. De acordo com Leonardo, ele já tem passagens por roubo, furto e porte ilegal de arma. “Ele confessou a prática do ato infracional, descrevendo com minúcias o fato”.
O andarilho foi assassinado a tijoladas na terça-feira de Carnaval, no Jardim Carvalho.Publicado em: 19/03/201

sexta-feira, 11 de março de 2011

Denarc deve funcionar em até duas semanas


QUALIDADE Delegado-chefe da Denarc, Riad Farhat, destaca que integrantes da unidade estão sendo “escolhidos a dedo”

A unidade de Ponta Grossa da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) deve entrar em funcionamento entre uma e duas semanas. A informação foi repassada ontem ao Diário dos Campos pelo delegado-chefe da Denarc no Paraná, Riad Farhat. “Estamos em processo de escolha de imóvel e montando a equipe”, contou.

A unidade será comandada pelo delegado Danilo Cesto e deverá contar com seis investigadores e um escrivão. “Este setor de drogas é crítico e, por isso, estamos escolhendo a dedo as pessoas que farão parte da equipe”, disse Riad. Segundo ele, a Denarc deverá ser composta por policiais civis designados de Curitiba e também da região de Ponta Grossa. “Temos que pensar na qualidade deste time”.

Além de contar com um grupo próprio e especializado de policiais, Riad comenta que as investigações da Denarc terão o apoio da 13ª Subdivisão Policial (SDP). “A intenção é trabalhar em conjunto com a Subdivisão, um órgão complementando o outro”, destacou. Sem uma unidade própria da Divisão de Narcóticos, a delegacia de Ponta Grossa contava com a ajuda da Denarc de Curitiba para apurar alguns casos relacionados ao tráfico de drogas.

De acordo com o delegado, a Divisão vai aliviar o trabalho dos policiais que atuam na 13ª SDP. Assim, eles poderão dedicar-se mais na apuração dos demais crimes que ocorrem na cidade, como furtos, roubos e homicídios.

Riad Farhat destaca a implantação de uma unidade da Denarc para os Campos Gerais. “É importante Ponta Grossa ter uma Denarc, primeiro pelo seu tamanho e, segundo, por sua importância estratégica no Estado”, afirmou, lembrando que o problema da droga aumenta junto com a cidade.

A autoridade policial comentou ainda que o narcotráfico gera uma série de problemas sociais e acarreta vários crimes. “Temos o tráfico, os assassinatos devido ao acerto de contas com traficantes e roubos e furtos cometidos por usuários que precisam trocar dinheiro ou objetos pela droga”, explicou o delegado.

Atualmente, a Denarc possui duas unidades em Curitiba e uma em Foz do Iguaçu, Pato Branco, Londrina e Maringá.

sábado, 5 de março de 2011

Desfiles devem levar 50 mil à Vicente Machado


CENTRO DE CULTURA As fantasias utilizadas no desfile permaneceram em exposição durante toda a semana

Tem início neste sábado a programação de Carnaval de Ponta Grossa. O cronograma de atividades foi preparado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. A partir das 20 horas, quatro escolas de samba participam do ‘desfile de rua’, na Avenida Vicente Machado. A festa deve ir até a meia noite, com animação de trio elétrico.

A secretária municipal de Cultura e Turismo, Elizabeth Schmidt, detalha que cada uma das quatro escolas deve apresentar três carros alegóricos. “Será um desfile competitivo, em que haverá classificação das escolas em primeiro, segundo, terceiro e quarto lugares.

“Entre desfile e apresentação do trio elétrico, acredito que a festa deva seguir até por volta da meia noite, na Avenida Vicente Machado”. O desfile deve partir do cruzamento com a Balduíno Taques, até a Benjamin Constant, nas proximidades do Terminal Central de Transporte Coletivo. O desfile se repete na segunda-feira, quando haverá premiação das escolas. O evento acontece no mesmo horário de sábado. Nos dois dias, haverá interdição do tráfego a partir das 18 horas.

Para domingo e terça-feira também há programação prevista, sempre a partir das 15 horas, no Parque Ambiental. “Até por volta das 19 horas, haverá animação do trio elétrico. A participação é gratuita. Agora é só torcer para que não chova nos dias de folia”.
Publicado em: 05/03/2011

Terreno vira ‘abrigo’ de bandidos no Jardim Carvalho


DESCASO Segundo os moradores, a última limpeza no local foi feita há cinco anos

Moradores do Jardim Carvalho, em Ponta Grossa, exigem providências quanto às condições de um terreno baldio, localizado na esquina das ruas Francisco Ribas e Antônio Vieira. A última limpeza no local foi feita há cinco anos. Com o mato alto, o local serve de esconderijo para bandidos e de objetos roubados, além de servir de criadouro de pragas e insetos.

“Já perdemos as contas de quantos protocolos já fizemos na Prefeitura de Ponta Grossa. Ontem, fizemos o último pedido de providências, desta vez, junto à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos”, conta um dos moradores, Emerson Carneiro.

Thiago Carvalho, vizinho do terreno, conta que, há três anos, os moradores vêm fazendo protocolos de pedidos de limpeza. “Mas nenhuma providência foi tomada. A última limpeza da área foi feita há cinco anos. Agora, o local serve de abrigo para bandidos e objetos roubados. É um perigo ainda maior, porque diariamente passam pelas redondezas muitos adolescentes matriculados em colégio estadual instalado nas proximidades”, salienta.

Através de material encaminhado pela assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, o Código de Postura do Município é claro ao afirmar que a limpeza dos terrenos não edificados é de responsabilidade do proprietário. “O descuido pode causar ao dono multas que chegam a R$ 500. Constantemente, a Vigilância Sanitária de Ponta Grossa reforça as orientações sobre cuidado com o terreno não edificado e pedindo também aos proprietários que façam a limpeza regularmente. Mensalmente, a Vigilância recebe cerca de 200 denúncias sobre terrenos baldios abandonados”.

Ainda segundo informações repassadas pela assessoria, a denúncia deve ser protocolada na Praça de Atendimento da Prefeitura de Ponta Grossa. A partir disto, a Vigilância convoca o proprietário a realizar a limpeza. Se em 30 dias não forem tomadas providências é aplicada multa e a limpeza é realizada pela Prefeitura. “Caso a taxa não seja paga, o débito é inscrito na Dívida Ativa do município e o proprietário pode ser cobrado judicialmente. O valor da multa de uma propriedade é duplicado a cada nova denúncia comprovada e seguida de notificação”.

Publicado em: 05/03/2011 deixe o seu comentario

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Lei nº 11.698/2008, que estabelece a guarda compartilhada


A Lei nº 11.698/2008, que estabelece a guarda compartilhada, entrou em vigor na última sexta-feira, dia 15 de agosto. A lei foi sancionada no dia 13/6 pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A nova lei dá aos pais que estiverem em processo de separação a opção pela guarda compartilhada, onde ambos dividem responsabilidades e despesas quanto à criação e educação dos filhos.


Na guarda compartilhada, os pais dividem a responsabilidade em relação aos filhos. Todas as deliberações sobre a rotina da criança, como escola, viagens, atividades físicas, passam a ser tomadas em conjunto.

Entretanto, que a fixação da guarda compartilhada pelo juiz somente deverá ocorrer quando houver diálogo e civilidade entre os pais. Casais que vivem brigando e que não conseguem dialogar dificilmente estarão aptos a adotar esse tipo de guarda. De acordo com ela, mesmo diante da possibilidade prevista em lei, não cabe ao juiz impor a guarda compartilhada.

Ao sancionar a Lei 11698/08, o Presidente Lula vetou o artigo onde a guarda compartilhada poderia ser fixada por "consenso ou por determinação judicial". Ficou estabelecido que os termos da guarda poderão ser formulados em comum acordo pelas partes, entretanto somente o juiz poderá fixá-los.

Então, a nossa legislação prevê dois tipos de guarda: Compartilhada - a criança ou adolescente mora com um dos pais, mas não há regulamentação de visitas nem limitação de acesso à criança em relação ao outro, as decisões são tomadas em conjunto e ambos dividem responsabilidades quanto à criação e educação dos filhos; Unilateral - a criança mora com um dos pais que detém a guarda e toma as decisões inerentes à criação, o outro passa a deter o direito de visitas, regulamentada pelo juiz. A pensão alimentícia, fixada mediante acordo entre as partes ou pelo judiciário, passa a ser obrigação do pai que detém o direito de visita.

Importante destacar que continua valendo a obrigação da pensão alimentícia para os dois tipos de guarda, conforme observou o Juiz Arnaldo Camanho: "A obrigação de sustentar o filho continua existindo". No entanto, os valores poderão ser revistos, diante do aumento ou redução das despesas dos responsáveis.

MP diz que CPI do ‘Dossiê’ gerou ação civil pública


PROVIDÊNCIAS A promotora Michele Fontana explica que todas as irregularidades que se confirmam são investigadas

Algumas Comissões Parla­mentares de Inquérito propostas pela Câmara Municipal de Ponta Grossa têm resultado em diversos inquéritos e até ações. Contrariando declarações de alguns vereadores sobre o resultado das CPIs, Michelle Ribeiro Fontana, promotora de Justiça do Patrimônio Público, explica que quando há indícios, as irregularidades são investigadas. Se confirmadas, são tomadas as providências cabíveis.

No caso da CPI do Dossiê da Ronda, foram arquivados dois procedimentos, dois estão em andamento e também está em trâmite uma ação civil pública contra o prefeito municipal Pedro Wosgrau Filho e a Fundação Zerbini. A Fundação foi contratada com dispensa de processo licitatório para elaboração do plano diretor na área da saúde e estudo de viabilidade do Hospital Regional, mas não realizou o serviço, que foi prestado por outra empresa.

Os inquéritos se referem a verbas destinadas à As­so­ciação Madre Paulina e contratação da empresa J. Maluceli para realização de um fundo previdenciá­rio. “Estes estão em andamen­to”, comenta a promotora. O inquérito sobre a contratação da Advocacia Andreoli foi arquivado, segundo Michelle, por falta de provas.

O levantamento feito pela CPI do Dossiê da Ronda também resultou em uma ação civil pública contra o prefeito municipal e a Fundação Verbini. “A ação de probidade foi proposta em outubro de 2010, após verificação de que a Fundação contratada, sem licitação, para realizar o levantamento da demanda de Ponta Grossa na área da saúde não realizou o serviço.

Quem prestou o serviço foi outra empresa”, explica a promotora. O contrato previa a elaboração de um plano diretor na área da saúde e um estudo de viabilidade para implantação do Hospital Regional. A ação está em trâmite.

De acordo com a promotora, sempre que a denúncia procede, as providências cabíveis são tomadas. “O que falta, muitas vezes, é acompanhamento por parte de quem faz as denúncias. As pessoas não buscam saber o que está acontecendo, o andamento dos processos”, diz. Ela diz que devido ao volume de processos que tramitam no Ministério Público, algumas vezes há demora no andamento dos processos. “Mas nada fica sem a devida atenção, sem investigação e as providências necessárias”, fala.



deixe o seu comentario

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vizinhança Escolar Segura’ é lançado


REGENTE FEIJÓ’ Comandante do Bpec, tenente-coronel Dabul comandou encontro sobre o assunto

O comandante do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (Bpec), tenente-coronel Douglas Sabatini Dabul, lançou ontem, em Ponta Grossa, o projeto ‘Vizinhança Escolar Segura’. A primeira reunião da campanha, que é o tema de trabalho do Bpec para 2011, aconteceu no Colégio Estadual Regente Feijó, um dos maiores da cidade com 2,8 mil alunos, e reuniu comerciantes e moradores do entorno da instituição, além de professores. Nos próximos dias, a Patrulha Escolar promoverá encontros nos demais estabelecimentos de ensino do município.

“Esta temática trata da importância da participação de todos, principalmente no que diz respeito à segurança no entorno das escolas, que também é responsabilidade da comunidade, a qual deve ser parceira no repasse de informações e cuidados ao nosso bem maior, os jovens”, afirmou Dabul.

De acordo com o comandante da PEC em Ponta Grossa, Saulo Vinícius Hladyszwski, aproximadamente 50 pessoas foram convidadas a participar da reunião de ontem, entretanto pouca gente compareceu. “Mas nós não vamos descansar. Vamos refazer o convite, promover novos encontros para multiplicar as informações”, avisa.

Alguns participantes manifestaram-se e ressaltaram que um dos grandes problemas para os alunos e professores do ‘Regente Feijó’ é a falta de policiamento na Praça Barão do Rio Branco, que fica em frente à escola. “A gente vê traficantes passando drogas para adolescentes e tem horários em que não dá para passar”, disse um morador.

Para a diretora do colégio, Cleosy Santos, o encontro desta terça-feira, mesmo com poucas pessoas, foi importante. “Acredito que vai dar resultado”, aposta, acrescentando que “nos dias de hoje não tem mais como a escola trabalhar sem o apoio da Patrulha Escolar”.

Dabul destacou a necessidade manter os vizinhos e os comerciantes em alerta para impedir a venda de bebidas e cigarros para os alunos.

1º BPM faz megaoperação para reduzir criminalidade


VERIFICAÇÃO Bloqueios em vias são uma das ações realizadas para comemorar o aniversário da unidade

O 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) comemorou ontem 111 anos de existência e, para lembrar a data, o comando deflagrou a Operação 1º de Março. A força-tarefa, que fez aumentar em quatro vezes o número de policiais nas ruas de Ponta Grossa, começou às 10h10 desta terça-feira e termina nesta manhã.

“O que queremos é baixar o número de ocorrências durante estas 24 horas da megaoperação”, disse o comandante do 1º BPM, tenente-coronel Milton Isack Fadel Junior, que também participou efetivamente das ações nas ruas. No fim da tarde de ontem, ele comentou que o número de ligações ao 190 – Emergência caiu muito em relação aos dias anteriores. “Isso pode ser influência da operação que estamos fazendo”, observou. O balanço final da força-tarefa será divulgado hoje.

A PM está realizando bloqueios em vias, arrastões em bairros, policiamentos a pé e patrulhamentos. Policiais tiveram férias interrompidas e as folgas foram suspensas para que todo o efetivo do Batalhão participasse da força-tarefa. Além deles, também foram convocados PMs que atuam em outras cidades que integram a unidade.

Uma cerimônia, na mnhã de ontem, também marcou o aniversário do 1º BPM. Quatro policiais foram homenageados por serviços prestados recentemente. O sargento Valter Ferreira e o soldado Edinei Brandão foram lembrados em virtude de uma ocorrência atendida em setembro do ano passado. Eles apoiaram outras equipes que davam atendimento a uma ocorrência de roubo e sequestro, em Castro, e obtiveram êxito durante as buscas para encontrar o taxista Ricardo Maciel da Silva, que estava até então desaparecido. Ele foi encontrado pelos militares em um precipício de aproximadamente 25 metros, na estrada rural de acesso à Represa de Alagados. O taxista havia sido atingido por golpe de faca e pauladas e estava sem condições de solicitar socorro, correndo risco de morte; porém, devido ao resgate e pronto-atendimento feito pelos policiais, hoje está vivo. O taxista compareceu à solenidade.

Já os soldados Reginaldo Rossi e Marcio Aparecido Custódio prenderam no último dia 23 quatro homens que se utilizavam de motocicleta e armas de fogo e vinham cometendo uma série de roubos a pessoas. Segundo o tenente-coronel, foi graças ao empenho destes policiais que a quadrilha foi desmantelada.



Traficantes acabam presos
Durante a Operação 1º de Março, por volta do meio-dia, policiais que realizavam um bloqueio perto do campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) prenderam dois homens por tráfico de drogas. O delegado Marcus Vinícius Sebastião, do 2º Distrito Policial, contou que os PMs abordaram uma moto com dois ocupantes. Com Marcos Fernando Machado da Silva, 21 anos, que estava na garupa, foram encontrados 26 gramas de crack. “A droga estava na cueca dele”, revelou o delegado. A motocicleta pertencia a Marcos e quem a conduzia era Paulo Ricardo Conceição Machado, 32.

Em seguida, os policiais foram até a casa de Marcos, na Vila Rubini II, e encontraram materiais usados na confecção das pedras de crack. Testemunhas ouvidas pelo delegado disseram que ele havia comprado R$ 300 em drogas para revender e pagar a moto. Os dois já tinham passagem por porte de arma de fogo.

Para lavrar o flagrante, Sebastião também levou em conta as diversas denúncias que chegaram até a polícia de que na casa de Marcos funcionava um ponto de tráfico de drogas.


Publicado em: 02/03/2011

Fogo destrói 40% de escola em Castro


PREJUÍZO Incêndio atingiu salas de aula, laboratórios e biblioteca

O vice-governador e secretário de Estado da Educação, Flávio Arns, a convite do prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel Junior, visitou ontem os escombros de parte do Colégio Estadual Irmãos Antonio e Marcos Cavanis, atingido por um incêndio na noite de segunda-feira. O secretário e o prefeito garantiram que a escola terá uma nova sede a partir de 2012. “Vamos construir uma escola nova em parceria com a Prefeitura e o projeto será discutido pela comunidade escolar. Neste momento, o mais importante é que ninguém se machucou e peço a colaboração de todos para resolvermos a situação. Quanto ao atual prédio, faremos uma reforma na parte que não foi atingida e a recuperação da parte que foi queimada”, afirmou Arns.

A chefe regional do Núcleo de Educação, Maria Izabel Vieira, decidiu antecipar em duas semanas as férias de julho, e nesse tempo, serão definidos novos locais para acomodar os 950 alunos divididos em 24 turmas do ensino fundamental e médio. “O calendário escolar será reorganizado e já estamos vendo espaços alternativos para instalar os alunos. Temos o apoio da Prefeitura para o transporte escolar quando estendermos as aulas no mês de julho e dezembro”.

A diretora do colégio, Gilma Maria Carneiro de Paula disse que os alunos serão avisados através da rádio do reinício das aulas e dos locais onde irão estudar.

O incêndio no prédio que abriga o colégio iniciou por volta das 19h30. As chamas atingiram 40% do imóvel e destruíram seis salas de aulas, laboratórios de informática e ciências, biblioteca e salas administrativas. O comandante da 2ª Secção de Bombeiros, tenente Bruno Fidalgo, destacou que o fogo foi controlado em três horas. “As operações de combate às chamas e de rescaldo foram realizadas com uso aproximado de 50 mil litros de água e efetivo de 15 bombeiros, de Castro, Carambeí e Ponta Grossa”, disse. A principal suspeita é de que um curto-circuito tenha provocado o incêndio.

Incêndio atinge lanchoneteO fogo também destruiu parte de uma lanchonete, localizada na Avenida Vicente Machado, no Centro de Ponta Grossa. Os bombeiros foram acionados às 7h30 de ontem para controlar as chamas, que ameaçavam se espalhar aos imóveis vizinhos. Dos 420 metros quadrados de área, 80 foram atingidos. Segundo o Corpo de Bombeiros, vários objetos da cozinha foram destruídos. Ninguém se feriu.
Publicado em: 02/03/2011

TRÁFICO Policial mostra a droga que estava com Maicon Douglas Pereira e Luiz Fabiano Carvalho

Terminou às 10 horas de ontem a Operação 1º de Março, deflagrada pelo 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), para reprimir o crime e aumentar a sensação de segurança em Ponta Grossa. A força-tarefa durou 24 horas e trouxe alguns resultados positivos como a apreensão de 584 pedras de crack e a prisão de quatro traficantes. Outras quatro pessoas foram autuadas em termo circunstanciado.

Dia e noite, policiais estiveram nas ruas fazendo blitze, bloqueios, arrastões e abordagens. Segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira pela relações-públicas do 1º BPM, tenente Natália Marangoni, a força-tarefa abordou dez bares e 1.070 pessoas, vistoriou 845 veículos e 144 notificações foram lavradas. A ação resultou na apreensão de 30 veículos (23 motocicletas e sete automóveis).

Logo no início da operação, por volta do meio-dia de terça-feira, dois homens foram presos perto do campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Eles ocupavam uma motocicleta abordada em um bloqueio montado na Avenida General Carlos Cavalcanti. Um deles portava 26 gramas de crack na cueca. Marcos Fernando Machado da Silva, 21 anos, e Paulo Ricardo Conceição Machado, 32, foram autuados em flagrante.

Às 20h15 de terça, outras duas pessoas foram detidas durante uma blitze da PM, na rotatória da Avenida Visconde de Taunay, no Bairro da Ronda. Assim como os dois detidos anteriormente, elas também estavam em uma moto. O passageiro Maicon Douglas Pereira, 18, conhecido por Tanaka, carregava duas pedras de crack envoltas em um plástico. A droga pesou cerca de 115 gramas.

Aos policiais, ele disse que pegou a droga na área central e estava levando para a uma pessoa que o aguardava em um posto de combustíveis. Tanaka e o piloto da moto, Luiz Fabiano Carvalho, 35, foram encaminhados à 13ª Subdivisão Policial (SDP) e autuados em flagrante por tráfico de drogas.Publicado em: 03/03/2011

MP reconhece que Ponta Grossa precisa de Gaeco


MOVIMENTO Para Henrique Henneberg, Gaeco deve combater, entre outros, crimes do ‘colarinho branco’

Mesmo sendo a quarta maior cidade do Pa­raná, com mais de 310 mil habitantes, segundo o Censo 2010, Ponta Grossa ainda não conta com uma unidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é referência nas apurações de diversos crimes, inclusive os que envolvem policiais. Hoje, o Gaeco está em sete municípios paranaenses: Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel, Gua­rapuava, Guaíra e Maringá.

Em entrevista ao Diário dos Campos, o coordenador estadual dos Gaecos, o promotor de Justiça Leonir Batisti, reconhece que a cidade precisa contar com esse Grupo.

“Estudos apontam a necessidade da criação de uma unidade do Gaeco em Ponta Grossa, porém, ainda não existe previsão para a implantação do Grupo na cidade, já que a criação de novas unidades depende da institucionalização do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado por parte do governo do Estado”, disse. Ou seja, o governador Beto Richa precisa editar um decreto que institucionalize e regulamente o Grupo.

O Ministério Público do Paraná propôs uma minuta à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), no início do mês de fevereiro, e está aguardando definição do Executivo. Só a partir desta institucionalização é que se pensará em criar novas unidades do Gaeco.

Na última vez em que o secretário da Segurança, Reinaldo de Almeida César Sobrinho, esteve em Ponta Grossa, há um mês, foi questionado pela reportagem do DC sobre o assunto. Na ocasião, ele disse que a proposta de criação de um Gaeco no município não tinha sido tratada, mas aprovou a ideia e a apresentaria à Procuradoria de Justiça do Paraná. A assessoria de imprensa da Sesp, por sua vez, declarou, dias atrás, que não tem informações sobre o assunto.

O coordenador do Movi­men­to Campos Gerais de Igual para Igual, advogado Henrique Henneberg, considera “importantíssima” a implantação do Grupo em Ponta Grossa. “É preciso ter alguém por trás, pensando, planejando, elaborando estratégias para combater o crime de ‘colarinho branco’”, comenta, acrescentando que a rotina dos policiais absorve o tempo de investigação, até por falta de efetivo. “Vou levar essa proposta para que o Movimento passe a cobrar”, garante.

Conheça a função do Grupo
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado é um órgão que se destina à investigação e combate ao crime organizado e controle externo da atividade policial, promovendo as ações penais pertinentes. É composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar designados e integrados em Grupo. Ele foi criado em 1994, com o nome de Promotoria de Investigação Criminal (PIC). A adoção do nome Gaeco e a implantação dos Grupos regionais aconteceram em 2007. Entre as ações mais recentes promovidas pela equipe, está o desmantelamento de uma quadrilha, integrada inclusive por policiais, que forjava boletins de ocorrência para desviar cargas, em Guarapuava, no mês passado.Publicado em: 03/03/2011 -