terça-feira, 27 de setembro de 2011

15 Kg de crack somem de dentro de delegacia



15 Kg de crack somem de dentro de delegacia

Publicado em 08/04/2011 | Ponta Grossa - Maria Gizele da Silva, da sucursal Fale conoscoComunicar errosRSSImprimirEnviar por emailReceba notícias pelo celularReceba boletinsAumentar letraDiminuir letraO Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná e a Corregedoria da Polícia Civil investigam o desvio de 15 quilos de crack – de um total de 21,3 quilos apreendidos em março do ano passado – que estavam guardados em uma sala da 13.ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A droga teria sido substituída por parafina – substância branca usada principalmente para a fabricação de velas.

Após o recebimento da de­­núncia, promotores de Ponta Grossa e o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, foram à delegacia na tarde da última quarta-feira. Segundo a delegada da 13.ª Subdivisão Policial, Valéria Padovani, parte do material suspeito foi coletada e encaminhada para perícia. “A olho nu não é possível dizer qual é a substância. Eu repassei a denúncia à Corre­­gedoria e agora cabe a eles o trabalho de investigação”, informou a delegada.

Batisti acrescentou que a investigação vai apontar quem é o responsável ou os responsáveis pelo desvio e qual foi a destinação da droga. “É um fato gravíssimo e os responsáveis vão responder a processo penal por tráfico de drogas, possivelmente”, adiantou.

A Secretaria Estadual de Se­­gurança Pública não deu uma informação oficial. A Corre­­gedoria afirmou que não tem uma posição oficial sobre o assunto.

Apreensão

O crack foi apreendido em 11 de março do ano passado na BR-376. A droga estava escondida na lateral de um veículo Audi que vinha de Foz do Iguaçu e foi parado em uma bar­­reira policial após denúncias anônimas feitas à Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Dois homens foram presos na ocasião. Os 21,3 quilos da droga seriam suficientes para confeccionar 110 mil pedras de crack.

A delegada de Ponta Grossa confirmou que a droga apreendida pela polícia de toda a região fica armazenada em uma sala especial da subdivisão até que seja dada autorização judicial para a incineração. Nes­­se caso, segundo Valéria, há um pedido de incineração feito em outubro do ano passado, mas que ainda aguarda a resposta da Jus­­tiça. Ela não informou a quan­­­tidade de droga armazenada na delegacia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Excluídos’ dizem ser contra as 23 cadeiras

Excluídos’ dizem ser contra as 23 cadeiras
Vereadores que ficaram de fora em uma ‘hipotética’ Câmara com 23 vagas em 2008 não querem aumento
Com toda uma discussão envolvendo o aumento ou não no número de vereadores em Ponta Grossa, um levantamento feito com base nas eleições de 2008 aponta a relação dos parlamentares que teriam o seu lugar na Casa de Leis se as 23 vagas já estivessem valendo no último pleito. Os beneficiados seriam Baixinho, Pastor Moisés, Rogério Mioduski, Xexinho, Davi, Mingo Menezes, Cenoura e Delmar Pimentel. Cabe agora a população avaliar as relações qualidade x quantidade e se mais vereadores representam efetivamente maior representatividade, já que a maior parte dos ‘excluídos’ se mostra contrário ao aumento de cadeiras.
Quem analisa o cenário político de uma maneira diferenciada e isenta como o jornalista Emerson Urizzi Cervi, doutor em Ciência Política e professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa, lamenta que essa discussão esteja acontecendo, pois mostra a fragilidade do poder legislativo em cumprir seu principal papel, que é o de representar a sociedade. “Quando segmentos da própria sociedade se organizam para defender que não é preciso mais vereadores na Câmara é um sintoma que o legislativo não tem cumprido seu papel a contento. Parte dessa responsabilidade é dos próprios vereadores, que historicamente se apropriam do bem público para fazer política clientelista, personalizando as relações com os eleitores e enfraquecendo o papel da instituição”.
Contudo, ele aponta que existe também a ‘parcela de culpa’ da sociedade organizada que prefere se manifestar contra o aumento no número de vereadores ao invés de cobrar uma atuação mais institucionalizada do legislativo. “O resultado é que a câmara deixa de cumprir o seu papel de fiscalizar o executivo e propor leis como resultado de debates públicos. Nem uma coisa, nem outra se faz no legislativo de Ponta Grossa há muito tempo. E é isso que explica a contrariedade da sociedade em relação ao número de vagas”.

Na avaliação do analista político, para melhorar de fato a imagem do legislativo é preciso pensar na qualidade dos serviços prestados e não na quantidade de vereadores. “Por qualidade dos serviços prestados entendo a diversidade na representação social entre os vereadores (que pode existir em um número pequeno e estar ausente em uma câmara com muitos vereadores) e a responsabilidade de agir institucionalmente como membro do poder legislativo e não apenas visando atender os interesses e projetos de carreira política pessoal”, finaliza Cervi.


Trabalho precisa ser analisado, diz Conselho

Para o porta-voz do Conselho de Entidades, Luiz Eduardo Pilatti Rosas, para se avaliar a qualidade de um vereador ou de um candidato é preciso analisar o que ele já fez pela comunidade, o seu trabalho social e se ele tem a ‘ficha limpa’.
“Acho que ver o que ele já fez é um bom indicativo. Mas acredito também que sem cercear o direito de ninguém, fica difícil uma pessoa com pouco estudo, por exemplo, estar na Câmara. Ela terá toda a assessoria, mas terá mais dificuldade para a análise dos projetos. Pois acredito que se o voto não for consciente, os reflexos aparecem logo depois com todos os problemas que já estamos acostumados a ver”, analisa.


Quem entrou na eleição de 2008
Dr. Zeca Raad
George
Dr. Pascoal
Mauricio Silva
Ana Maria
Mainardes
Laco
Schirlo
Valtão
Julio Küller
Alisson Zampieri
Edilson Fogaça
Doutor Enoc
Alina Almeida Cesar
Alessandro

Quem entraria com o ‘hipotético’ aumento
Baixinho
Pastor Moisés
Mioduski
Xexinho
David
Mingo
Cenoura
Delmar Pimentel


Os mais votados em 2008
Candidato votos coeficiente
Dr. Zeca (PSDB) 6054 3.56
George (PMN) 4215 2.48
Dr. Pascoal (PMDB) 4175 2.45
Mauricio Silva (PSB) 3510 2.06
Ana Maria (PT) 3437 2.02
Mainardes (DEM) 3323 1.95
Laco (PRP) 3285 1.93
Schirlo (PSB) 3102 1.82
Valtão (DEM) 3102 1.82
Julio Küller (PPS) 3090 1.82
Alysson Zampieri (PPS) 3020 1.77
Edilson Fogaça (PTN) 2416 1.42
Doutor Enoc (PTN) 2310 1.36
Alina (PMDB) 2239 1.32
Alessandro (PSDB) 2206 1.3
Delmar Pimentel (PDT) 3454 2.03
Mioduski (PP) 2840 1.67
Baixinho (PSB) 2404 1.41
Mingo Menezes (DEM) 2261 1.33
Xexinho (PSDB) 2171 1.28
Davi (PMDB) 2130 1.25
Eliel Polini (PSB) 1980 1.16
Noel (PR) 1972 1.16
Leovanir (PPS) 1938 1.14
Pastor Moisés Faria (PTN) 1933 1.14
Laroca (PDT) 1847 1.08
Pastor Luiz Bertoldo (PRB) 1770 1.04
Altair Nunes Taíco (PTN) 1741 1.02
Florenal (PTN) 1681 0.99
Dr. Messias (PDT) 1641 0.96
Contabilista Romualdo (PSB) 1560 0.92
Lopatiuk (PSB) 1556 0.91
Marcos Roth (PTN) 1531 0.9
Nilson Neves - Zico (PTN) 1507 0.89
Prof. Goiaba (PMDB) 1448 0.85
Dr. Ailton (DEM) 1442 0.85
Paulo Cenoura ( PT) 1441 0.85
Doutor Alexandre (PTN) 1321 0.78

Votos em 2008 por coligação
Partido votos coeficiente

PHS/PSB 21868 12.85
PTN/PSC/PSDC/PRTB/PTC/PT do B 21488 12.62
PP/PPS 19265 11.32
PSDB 18383 10.8
PMDB 17220 10.12
PSL/DEM 16177 9.5
PC do B/PT 15521 9.12
PDT/PMN 14831 8.71
PTB/PRP 12116 7.12
PR/PRB 6109 3.59
PV 4770 2.8
PSOL/PCB 2492 1.46


ENQUETE
Você é a favor das 23 cadeiras na Câmara de PG?

Não
Baixinho
Sou contra. Na verdade sou a favor que aqueles que estão trabalhem. Tem de ficar em 15 mesmo, pois agora depois da eleição não vejo ninguém nos bairros da cidade.


Sim
Cenoura
Inicialmente eu achava que 15 estava bom, mas fui voto vencido na discussão do partido. Agora devo seguir a deliberação partidária que é a favor da maior representatividade.


Sim
David
Sou a favor dos 23 vereadores em Ponta Grossa. Acredito que é preciso ter maior representatividade. E tendo mais representantes teremos mais representação.


Sim
Delmar Pimentel
Sou a favor da representação desde que não haja um custo elevado. A sociedade que representa Ponta Grossa tem de tentar proteger o desenvolvimento da cidade.


INDEFINIDO
Mingo
Eu particularmente fico com os 15 vereadores, mas tem a decisão também do partido, Agora com essa discussão na cidade acredito que seja importante ouvir a opinião da população.


Não
Mioduski
Já perdi duas vezes com 15 vereadores e apesar de que com esse número só se elegem médicos e quem tem dinheiro. E mesmo assim sou favor de que fiquem só os 15 mesmo.


Não
Pastor Moisés
Com o trabalho que estou na Câmara, os 15 são mais do que o suficiente. A cidade cresceu e até caberia mais, mas nesse momento o que mais precisamos é de trabalho.


Não
Xexinho
Sou contra os 23. Já fui vereador com 21 e não vi diferença. Esse número de 15 é suficiente, pois acredito que seja mais importante investir dinheiro em segurança e em saúde.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Entidades vão tentar derrubar aumento de vereadores 2013


Os vereadores de Ponta Grossa, a 115 km de Curitiba, votaram e aprovaram o aumento de oito cadeiras na Câmara Municipal do município nesta segunda-feira (25). Na próxima eleição, serão 23 vereadores e não mais apenas 15.

A votação, que não estava na ordem do dia, foi aprovada em segunda discussão por 11 votos contra quatro. A maioria dos vereadores não alteraram a posição deles em relação a primeira votação, que foi há duas semanas. Apenas a vereadora Alina de Almedia Cesar, que disse ter se confundido com outro projeto, desta vez, votou a favor da proposta, diferentemente da primeira discussão.

“Votei pensando que era o projeto 01 da emenda da Lei Orgânica (...)”, afirmou a vereadora que não pode alterar o voto.

A estudante Lorena Abrami acompanhava à sessão e comentou a falta de atenção. “Deixa muito claro que nem mesmo os vereadores têm noção do que eles estão fazendo aqui”, afirmou.

Depois da sessão, o presidente da Câmara Municipal, Maurício da Silva, se reuniu com o Conselho de Entidades para discutir quanto vai custar aos cofres públicos os oito novos vereadores. De acordo com o Conselho, seriam R$ 1,8 milhão por ano. O presidente discordou e disse que pretende apresentar um novo cálculo no próximo encontro




O Conselho de Entidades inicia na próxima semana a coleta de assinaturas visando à apresentação de um projeto de iniciativa popular para reverter o aumento no número de vereadores a partir da próxima legislatura. Para que isso aconteça, é necessária a adesão de aproximadamente 10,5 mil eleitores.

A ideia do projeto de iniciativa popular foi aprovada em reunião do Conselho de Entidades realizada na noite de ontem. O objetivo principal é revogar a lei aprovada em abril deste ano, que elevou de 15 para 23 o número de vereadores a partir de 2013. Além disso, será proposto também que o orçamento da Câmara Municipal seja limitado em 2% da receita corrente do Município, ao invés dos 5% atuais.

Hoje pela manhã, representantes de diversos segmentos estiveram na Câmara Municipal, falando sobre a proposta ao presidente Maurício Silva (PSB). Ele disse que a iniciativa é legítima e assegurou seu trâmite normal caso o projeto venha a ser protocolado

ACIDENTE Um ônibus bateu em vários carros, na Rua Rio de Janeiro


ACIDENTE Um ônibus bateu em vários carros, na Rua Rio de Janeiro, e só parou após ser praticamente ‘fechado’ por outro veículo. Segundo o motorista, “foi um erro de cálculo”. O flagra é da equipe do DC.
26.082011 diario dos campos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), João Carlos Gomes, é o mais novo reforço do PSDB



TUCANO João Carlos, Richa, Wosgrau e Plauto durante reunião em Curitiba, onde foi oficializada a filiação




O reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), João Carlos Gomes, é o mais novo reforço do PSDB para a disputa das eleições do ano que vem. A assinatura da ficha de filiação aconteceu no final da tarde de ontem em Curitiba, na presença do governador Beto Richa, presidente estadual do partido. Mais do que apenas fazer parte da legenda, João Carlos chega com a disposição de disputar a Prefeitura em 2012.

Segundo o reitor, o convite para se filiar ao PSDB partiu do prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), que acompanhou a reunião de ontem, juntamente com o deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM). “Aceitei o convite para estar ao lado do prefeito Wosgrau e do governador Beto Richa, colocando meu nome à disposição para participar do processo eleitoral no ano que vem”, afirmou.

Nos últimos meses, o nome de João Carlos vinha ganhando corpo entre os possíveis candidatos à sucessão municipal no ano que vem. Por enquanto ele evita falar enfaticamente como pré-candidato, mas garante que a disposição de concorrer existe. “Meu nome seria mais um dentro do PSDB. O partido tem bons nomes e outras pessoas com boas condições de disputar a Prefeitura. Se for a vontade da executiva municipal e do grupo político, estarei à disposição”, assegura.

Apontado como um dos responsáveis pela ida do reitor ao PSDB, o prefeito Wosgrau, também presidente municipal da legenda, não poupa elogios ao novo correligionário. “O João sempre foi meu amigo, um companheiro, uma pessoa trabalhadora, que tem feito um belo trabalho à frente da universidade. É uma pessoa que vai somar muito para o nosso partido”, avaliou. Quanto à possibilidade de João Carlos ser o nome tucano para a Prefeitura, o prefeito desconversa. “Ainda é muito cedo para qualquer posicionamento. O importante é que ele está conosco, à disposição para futuras composições”.

João Carlos estava no PDT e, além do PSDB, tinha um convite para se filiar ao PMDB. Em seu terceiro mandato como reitor da UEPG, já participou de uma eleição, em 1994. Na oportunidade, ele concorreu a uma cadeira de deputado estadual e fez 10.637 votos. Com sua chegada, o PSDB ganha um nome em condições de concorrer à sucessão de Wosgrau. Até então, o deputado Plauto Miró Guimarães era apontado como o pré-candidato do grupo à Prefeitura

REGRAS Carros fortes não poderão parar em fila dupla



REGRAS Carros fortes não poderão parar em fila dupla




Um projeto de lei aprovado ontem na Câmara Municipal pretende solucionar, ou pelo menos amenizar os problemas provocados por carros de transportes de valores no trânsito de Ponta Grossa. A proposta, de autoria do vereador Júlio Küller (PPS), disciplina a parada desses veículos, proibindo-os de estacionar em fila dupla. Pelo projeto, deverão ser demarcados espaços para estacionamento em frente às agências bancárias e outros estabelecimentos comerciais.

De acordo com o projeto, fica proibida a parada de carros fortes em fila dupla nas vias públicas. Agências bancárias, shopping centers, supermercados e centros comerciais que não contarem com estacionamento próprio deverão demarcar área exclusiva para o carro forte. “É um projeto que corrige as injustiças cometidas por esses carros fortes. É uma prerrogativa particular que prejudica o contribuinte”, argumenta o autor da proposta.

Vereadores citaram alguns pontos críticos, como as ruas Balduíno Taques, Vicente Machado e Francisco Ribas, onde o tráfego é intenso durante os horários de pico. Uma das sugestões apontadas foi obrigar as agências bancárias a manter espaços internos específicos para a carga e descarga de valores. “A exigência de um estacionamento interno seria o ideal, garantindo também maior segurança na via pública”, observou Valfredo Laco Dzázio (PRP).

Inicialmente, a proposta estabelece que a exigência passará a valer em um prazo de 90 dias após a publicação da lei. No entanto, os parlamentares deverão estudar a redução desse prazo. “É uma questão emergencial. Teria de valer imediatamente após a aprovação da lei, senão a Autarquia Municipal de Trânsito vai receber pressão por parte dos bancos”, diz Pascoal Adura (PMDB).

VEREADOR (PSDB) lembrou que já existe uma lei de sua autoria, que exige a demarcação de vagas para carros fortes e portadores de deficiência em frente às agências bancárias. “Essa lei não é cumprida até hoje. Precisamos fazer com que o Executivo faça valer essa nova lei”, sustenta.

domingo, 14 de agosto de 2011

Carro bate de frente em ônibus no viaduto


Quatro militares do Exército ficaram feridos, dois em estado grave, em um acidente na noite de quinta-feira, em Ponta Grossa. Eles ocupavam um carro que bateu de frente num ônibus e, depois, em uma mureta de proteção. O acidente aconteceu sobre o Viaduto do Santa Paula e gerou um grande congestionamento nos dois sentidos.

Um dos passageiros ficou preso entre as ferragens e teve de ser retirado pelos bombeiros. Equipes do Siate e do Samu prestaram atendimento, ainda no local, ao motorista do Voyage, identificado como Lucas Ricardo Wortik Machado, e aos passageiros, Rodrigo Prybycz, 18 anos, André Luiz do Amaral, 19, e Rafael Igor Santos, 19. Lucas e Rafael sofreram fratura no fêmur.

Enéas Augusto Tullio, 40, motorista do ônibus, disse que o acidente foi resultado da imprudência do condutor do carro. O coletivo seguia no sentido centro-bairro e, por sorte, estava vazio. “Eu estava indo buscar alunos no Cara-cará. O carro ultrapassava o bitrem quando aconteceu o acidente. O veículo estava muito rápido, acredito que a uns 100 quilômetros por hora”, disse.

O motorista do caminhão, André Cunha, confirmou que o Voyage estava em alta velocidade. “Eu fiz o retorno e entrei na pista porque não vinha nenhum carro do sentido bairro. De repente, só vi um vulto passando e batendo no ônibus. Sorte que consegui frear e acabei não me envolvendo”, contou.

O Voyage ficou totalmente destruído. O carro, o ônibus e o bitrem permaneceram no local do acidente por mais de uma hora. A Polícia Militar foi acionada para controlar o trânsito e registrar o acidente. (E.S.)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CRIME Jonathan Trevisan Júnior, delegado da PF em Ponta Grossa, apontou ações desenvolvida

CRIME Jonathan Trevisan Júnior, delegado da PF em Ponta Grossa, apontou ações desenvolvida


Com pouco mais de um ano de funcionamento, a delegacia da Polícia Federal de Ponta Grossa espera pelo aumento de seu efetivo para poder aprimorar os trabalhos na região. A informação é do delegado responsável, Jonathan Trevisan Júnior, em documento encaminhado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Segurança Pública. Jonathan era esperado para depor na tarde de ontem, mas, alegando motivos de operacionalidade, não pôde comparecer à Câmara Municipal.

A comissão havia encaminhado ao delegado uma lista com lista com sete questionamentos, relacionados à estrutura e atuação da PF na cidade. Apesar de não poder prestar depoimento, Jonathan entregou aos vereadores um documento contendo as informações solicitadas. Algumas perguntas não puderam ser respondidas, como àquelas sobre número de efetivo, armamento, viaturas, policiais e servidores administrativos. De acordo com ele, não cabe a divulgação pública desses dados.

“O que posso afirmar é que o efetivo é aquém do necessário para fazer frente a todas as atribuições de uma delegacia da Polícia Federal cuja circunscrição abrange, além de Ponta Grossa, outros 20 municípios dos Campos Gerais”, afirma Jonathan. Ainda assim, ele garante que a delegacia tem um efetivo melhor do que delegacias com mais tempo de atividade, como Cascavel e Guarapuava. “Estamos gestionando junto aos superiores hierárquicos o aumento do efetivo da unidade, o que porém ocorrerá somente ocorrerá após novo concurso e consequentes remoções”, informa.

Questionado sobre o combate ao tráfico de drogas, Jonathan relata que, por se tratar de uma delegacia em estruturação, não foram realizadas operações, apenas algumas ações e flagrantes. Além disso, a corporação tem atuado em questões como crimes eleitorais, de contrabando e descaminho, e contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Neste último caso, a atribuição é específica da Polícia Federal, não podendo ser delegada à Polícia Civil.

A CPI também perguntou ao delegado sobre a atuação nas chamadas “cracolândias”, concentrações de tráfico e consumo de crack. Na opinião de Jonathan, essas áreas são um problema maior de saúde pública que policial. “Em que pese ditas ‘cracolândias’ não serem objeto de atuação da Polícia Federal, entendo que a desarticulação das mesmas depende de programas sociais acessíveis para recuperação de usuários e urbanização e revitalizações de áreas, de forma a atrair a população, contando também com policiamento efetivo”, avalia. Apesar de responder aos questionamentos, o delegado ainda poderá ser chamado para falar à comissão.

Júri condena casal a 14 anos por morte de Enedina


O sócio da rede de Farmácias Monteiro, Quintino Monteiro, e a companheira dele, Juliana Barczc, foram condenados pela Justiça pelo assassinato de Enedina Monteiro, ex-esposa de Quintino e também sócia das drogarias. O julgamento no Fórum Estadual de Ponta Grossa começou na manhã de quarta-feira terminou ontem, no fim da tarde. O outro réu, Marcelo Aparecido de Carvalho, acabou absolvido pelos jurados.

A sentença foi lida pela juíza Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral às 17h45. Quintino e Juliana foram condenados, cada um, à pena de 14 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. O Conselho de Sentença entendeu que o casal cometeu o homicídio qualificado por motivo fútil e com a vítima de surpresa. Por outro lado, os jurados acreditaram que Marcelo não teve participação efetiva no crime.

O casal saiu algemado da sala do Tribunal do Júri e seguiu dentro do camburão da Polícia Militar para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, onde está preso já desde novembro do ano passado. Com a conclusão da sentença, eles deverão cumprir a pena por pelo menos cinco anos. Três testemunhas de defesa se contradisseram e também receberam voz de prisão pelo crime de falso testemunho. Este delito será investigado pela Polícia Civil.

O advogado de Quintino e Juliana, Edson Stadler, disse que vai entrar com recurso de apelação, pedindo a anulação do julgamento. “Houve manifestação do Ministério Público e do assistente de acusação em disposições que a lei não permite”, afirmou. “Os jurados não tiveram a nítida impressão dos fatos devido às interferências”, completou Stadler.

Por outro lado, o assistente de acusação – advogado contratado pela família de Enedina –, Cláudio César Alves da Costa, considerou o resultado “excelente”. “Acredito que os réus foram julgados dentro das provas. A pena foi pouca, mas eles são réus primários”, comentou. Mesmo com a absolvição de Marcelo, Cláudio considerou justa a sentença. “Nós pedimos a condenação dele mas com menor importância”.

O advogado da família destacou que, durante o julgamento, a defesa do casal teria tentado “mudar o rumo das provas, trazendo um fato novo, o de que outra pessoa teria sido a mandante do crime”. De acordo com Cláudio, ficou provado que Juliana atirou contra a vítima de dentro do carro e que Quintino deu fuga.

Parentes e amigos de Enedina também gostaram da sentença. “Ficamos satisfeitos com o resultado que obtivemos, principalmente porque tivemos uma resposta da Justiça, mas, infelizmente, nada vai trazê-la de volta”, disse Nair Monteiro, irmã da professora.

Para os advogados de Marcelo, o resultado foi melhor do que o esperado, pois ele acabou absolvido. “A Justiça foi feita, pois ele não participou do crime, foi, sim, induzido a ir ao local, não pôde impedir e ainda foi obrigado a ficar quieto”, afirmou Wilson Ribeiro Junior, que atuou na defesa junto com Fernando Madureira. “O Marcelo foi peça fundamental para desvendar os autores do assassinato”, concluiu.

O crime

Enedina era ex-esposa de Quintino e sócia dele em uma rede de farmácias. Ela foi morta com três tiros, em julho do ano passado, quando chegava em casa, no Bairro Oficinas. Quintino e Juliana contrataram Marcelo e outro homem para executar a professora. Esta outra pessoa titubeou, mas os três foram ao local. Juliana pegou o revólver da mão de Marcelo e efetuou os disparos. Quintino ajudou na fuga.

Enedina foi morta porque movia uma separação litigiosa contra o empresário. Juliana e Quintino, no entanto, não queriam a divisão do patrimônio.

sábado, 9 de julho de 2011

8 jul. 2011 – O julgamento foi presidido pela juíza Letícia Lustosa e durou cerca ... deve ser transferido para a Penitenciária Estadual de Ponta Gros


Justiça condena assaltante que atentou contra policial
O Tribunal do Júri do condenou a 13 anos e oito meses de prisão Carlos Alberto Gonçalves Lemes, acusado de roubo, porte ilegal de arma de fogo e ainda de tentativa de assassinato contra um policial civil, lotado na 13ª Subdivisão Policial (SDP). Os crimes aconteceram em outubro de 2008 e o réu foi julgado nesta quarta-feira, no Fórum Estadual de Ponta Grossa. O julgamento foi presidido pela juíza Letícia Lustosa e durou cerca de nove horas.

Carlos é considerado líder de uma quadrilha de ladrões de cargas e veículos. Ele e mais três integrantes do bando foram presos após o assalto a uma revendedora de veículos na cidade. A quadrilha manteve o proprietário e sua família trancados no banheiro da casa, onde foram agredidos e ameaçados por algumas horas. O filho do empresário, na época com sete anos, foi ameaçado de morte. O investigador Antônio Bressani (vítima da tentativa de homicídio) relembra que os criminosos chegaram a ameaçar atear fogo na moradia. Os bandidos roubaram dinheiro, objetos e celulares. Na época, a quadrilha teria praticado outros roubos na região.

Dois dias depois, operação conjunta das Polícias Civil e Militar, com o apoio das vítimas, conseguiu montar uma armadilha para Carlos em um posto de combustíveis, na BR-376. A abordagem policial contou com perseguição e troca de tiros. O líder da quadrilha foi baleado no joelho e preso, junto com os demais comparsas. Antes, usando um revólver calibre .38, ele atirou três vezes contra o policial Antônio Bressani, mas não o acertou.

Carlos Alberto está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza e deve ser transferido para a Penitenciária Estadual de Ponta Grossa. Outro integrante da quadrilha já foi condenado pelo roubo.

O advogado de Carlos, Zaque Machado, informou ontem que está aguardando o posicionamento da família do réu para decidir se vai recorrer da decisão do júri ou não. Ele e a advogada Zélia Ferreira Bueno apresentaram a tese da negativa de autoria, que não convenceu os jurados. O acusado já responde a outro processo por homicídio, crime cometido no Rondonópolis (MT).

Ponta Grossa registra queda de 29% nos homicídios

Polícia Civil contesta números divulgados pela PM


A 13ª Subdivisão Policial (SDP) contestou o aumento no número de arrombamentos (furtos qualificados) registrado pelo 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM). A estatística – divulgada em reportagem do Diário dos Campos, publicada no domingo passado – mostra um aumento de 43,6% desse tipo de crime em Ponta Grossa nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Levantamento feito pela Polícia Civil aponta, ao contrário, que o índice de furtos qualificados teve uma redução em 2011. Segundo o delegado Maurício Souza da Luz, entre janeiro e maio de 2010 foram contabilizados 1.418 arrombamentos, enquanto que, no mesmo período de 2011, o número caiu para 1.188. “Houve uma redução de 16,2%”, destaca, lembrando que esses dados são referentes aos registrados pela PM e Civil somados.

Ele não soube justificar o que pode ter diferenciado os números. Somente a Polícia Militar registrou 892 furtos qualificados entre janeiro e maio enquanto nos primeiros cinco meses de 2010 foram contabilizados 621. “Talvez em 2010, a PM vinha orientando a vítima a procurar a delegacia, sem registrar o boletim, e, agora, esteja registrando”, supõe o delegado da Seção de Furtos e Roubos. “Agora a PM tem realizado os boletins de ocorrência no local”, completa. (E.S.)


O índice de homicídios teve uma redução de 29% no primeiro semestre, em Ponta Grossa, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados ontem pela 13ª Subdivisão Policial (SDP), 28 pessoas foram assassinadas na cidade entre janeiro e junho deste ano, oito a menos que no mesmo período do ano passado.

Conforme o levantamento, 13 crimes foram cometidos com o uso de arma de fogo, outros nove com arma branca (faca, facão, objeto perfurante) e seis por agressão. Do total de homicídios, 14 tiveram envolvimento com o tráfico de drogas e outros cinco casos envolveram menores.

Os dados sobre a criminalidade apresentados na tarde desta sexta-feira, em entrevista coletiva, mostram ainda a violência por bairros. Os dados apontam o Bairro Nova Rússia como o mais violento de Ponta Grossa. Nesta região, aconteceram oito homicídios em 2011. O Jardim Carvalho aparece em segundo lugar, com quatro mortes. Em Uvaranas, ocorreram três homicídios; nos Bairros Boa Vista, Contorno e Centro, dois cada um. O restante dos assassinatos foi registrado no Núcleo Santa Paula, Ronda, Olarias e na área rural.

Os homicídios sempre merecem atenção especial da polícia, destaca a delegada-chefe da 13ª SDP, Valéria Padovani de Souza. “Apuramos permanente os crimes para fazer com que sejam esclarecidos e temos descoberto os autores dos assassinatos e os prendido”, afirmou. O índice de elucidação dos homicídios está na casa dos 80%.

Outros crimes

Ainda conforme a estatística apresentada pela chefia da 13ª SDP, os furtos simples diminuíram 30%; os furtos qualificados (arrombamentos), 19% e os roubos, 15%.

Valéria explica que a estatística foi baseada nos boletins de ocorrência unificados. “Ela congrega dados de todas as forças de segurança: Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual e Guarda Municipal”, afirma.

De acordo com a autoridade policial, a expectativa é de que os índices de criminalidade diminuam ainda mais. “Esses números estão colocados em nosso mapa da violência. A partir dele, estamos verificando as regiões mais violentas, os horários e o perfil das vítimas para intensificarmos o policiamento nesses locais e horários”, contou. O mapa é atualizado pelo Serviço de Inteligência da 13ª SDP.

Para Valéria, hoje o delito que mais preocupa a polícia são os furtos. “E agora estamos nos aproximando do período de férias de inverno, então a tendência é aumentar o número de arrombamentos. Por isso, já estamos intensificando as operações neste mês a fim de preveni-los”, garante.

A autoridade policial destaca que roubos e furtos, em sua maioria, estão relacionados com o tráfico de drogas. “O combate ao tráfico de drogas precisa de ação preventiva, por isso é de fundamental importância que as pessoas liguem, denunciem”.

Também participaram da entrevista coletiva os delegados Leonardo Carneiro, Maurício Souza da Luz e Tânia Maria Sviercoski.

sábado, 2 de julho de 2011

Lei que altera Código Penal entra em vigor na 2ª feira


profundas mudanças no âmbito do sistema prisional devem ocorrer a partir de segunda-feira, quando entra em vigor a Lei 12.403/11, que altera o Código de Processo Penal. A matéria foi sancionada em maio pela presidenta Dilma Rousseff e amplia o leque de crimes cujos suspeitos podem ser libertados através do pagamento de fiança, além de estabelecer medidas cautelares.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Subseção Ponta Grossa, Luís Alberto Kubaski, apesar da polêmica gerada em torno das alterações determinadas pela nova lei, seu reflexo só poderá ser sentido na sociedade a médio ou longo prazo. “Vamos ver as consequências no futuro. Toda lei precisa de um tempo para ser assimilada e adaptada”, explica. De acordo com ele, as mudanças propostas pela legislação não devem gerar impunidade. “O que vai mudar, é que mais réus vão responder ao processo em liberdade”, afirma.

Pela nova lei, poderão ser soltas sob pagamento de fiança as pessoas detidas em flagrante, pela primeira vez, por crimes como furto simples, porte ou posse ilegal de arma de fogo, receptação, apropriação indébita, lesão corporal e homicídio culposo (seja no trânsito ou não) e outros, cuja pena seja menor que quatro anos de prisão. Nesses casos, o delegado poderá arbitrar fiança e os suspeitos responderão ao inquérito em liberdade. Para delitos com pena superior a quatro anos e que não sejam considerados hediondos, como roubo, estelionato e homicídio doloso, também está previsto o pagamento de fiança, mas quem determinará o valor será o juiz. Para crimes hediondos e tráfico de drogas não caberá fiança, como já acontece atualmente.

O advogado Jairo Baluta acrescenta que as pessoas atualmente presas também poderão ser libertadas, caso seus processos encaixem-se nos benefícios previstos na lei. “Os advogados podem entrar com pedidos porque a aplicação da lei é imediata, independente do estágio do processo. Eu, por exemplo, já vou solicitar uma soltura, baseado na nova legislação, na terça-feira”, explicou.

Em entrevista recente, a delegada-chefe da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Valéria Padovani de Souza, comentou que a lei poderá contribuir com a redução de presos nas cadeias. Ela destaca que as autoridades policiais têm formação jurídica e, por isso, o dever de avaliar os casos para arbitrar o valor da fiança. Os delegados terão autonomia para cobrar fiança de um a cem salários mínimos e os juízes, de dez a 200.

Medidas cautelares

Outra importante alteração prevista na nova lei é a possibilidade de aplicação de uma série de medidas cautelares, em vez da prisão preventiva, para garantir a aplicação da lei, preservar a investigação ou evitar a prática de novos crimes.

O juiz poderá determinar o comparecimento periódico em juízo ou a proibição de acesso a determinados lugares, de contato com pessoas específicas e de viagem. Outras possibilidades serão o recolhimento domiciliar à noite, a suspensão do exercício de função pública, a internação provisória, a fiança e a monitoração eletrônica.

A prisão preventiva só será admitida nos crimes dolosos com pena superior a quatro anos; caso o acusado já tenha sido condenado por outro crime doloso; ou ainda para proteger a vítima caso esta seja mulher, criança, adolescente, idoso, doente ou pessoa com deficiência.





Banco de mandados de prisão



A criação de um banco de mandados de prisão mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve ser votada na próxima sessão plenária, terça-feira. A medida está prevista na Lei 12.403/2011, que altera o Código de Processo Penal. De acordo com a nova legislação, o Conselho será responsável pela elaboração e manutenção do sistema, que deverá ser alimentado pelos juízes de todo o país. “Com um banco de dados, o CNJ poderá saber finalmente quantos mandados de prisão há no país”, afirma o conselheiro Walter Nunes da Silva Junior. De acordo com o conselheiro, atualmente existem apenas estimativas em relação à quantidade de mandados de prisão a serem cump

Acidente mata ex-deputado Djalma de Almeida César





FATAL Veículo que o ex-deputado conduzia capotou e bateu em uma árvore na BR-376





Um acidente automobilístico vitimou na manhã de ontem o ex-deputado federal Djalma de Almeida César. Aos 73 anos, ele tinha uma longa trajetória na vida pública. Além da passagem pela Câmara Federal, seu currículo incluiu mandatos como vereador, vice-prefeito, deputado estadual e trabalhos como secretário municipal e de Estado. Casado com a vereadora Alina de Almeida César (PMDB), ele era pai do atual secretário de Estado de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César.

O acidente aconteceu por volta das 8h20 na BR-376, próximo ao município de Palmeira. Djalma seguia sozinho para Curitiba, quando nas proximidades do quilômetro 548, após a praça de pedágio de Witmarsun, o veículo em que ele estava capotou o bateu em uma árvore. Chovia no momento do acidente. O ex-deputado faleceu na hora. O corpo estava sendo velado na Câmara Municipal e o sepultamento acontece às 16h30 de hoje no Cemitério Jardim Paraíso.

Natural de Piracicaba (SP), Djalma era graduado em Direito e História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sua atuação política teve início ainda como estudante, na condição de líder universitário e fundador da União dos Estudantes Secundários de Ponta Grossa. Em 1977 se elegeu vereador em Ponta Grossa pela extinta Arena, cadeira que ocupou até 1983. Nesse mesmo ano, Djalma se elegeu deputado estadual pelo PMDB, o que fez com que atuasse na Assembleia Legislativa do Paraná até 1995, integrando a base de sustentação do governo José Richa. Ao todo, foi deputado estadual por três mandatos.

Em 1996 foi eleito vice-prefeito na chapa de Jocelito Canto, mas não chegou a assumir o cargo porque conquistou uma vaga na Câmara Federal. Como deputado federal, exerceu mandato até 1998. Djalma também ocupou o cargo de secretário de Estado do Trabalho e Ação Social em 1991 e 92, durante o primeiro governo de Roberto Requião. Na gestão passada, foi diretor presidente da Ambiental Paraná Florestas. Ultimamente, trabalhava como diretor comercial do Centro de Convenções de Curitiba.

Uma das últimas aparições públicas de Djalma aconteceu na quarta-feira, durante a visita que o governador Beto Richa (PSDB) fez ao Parque Estadual de Vila Velha. Djalma participou da solenidade e chegou a ser citado pelo filho Reinaldo em seu discurso. O secretário lembrou das visitas que fez ao Parque de Vila Velha, ainda na infância, e que foi com o pai que aprendeu a gostar de Ponta Grossa.



Richa declara luto oficial de três dias



O governador Beto Richa (PSDB) decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-deputado Djalma de Almeida César. Ele era pai do secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César. “Recebi a notícia com profundo pesar. Djalma era uma excelente pessoa e marcou sua trajetória na vida pública pela integridade e a defesa dos interesses da coletividade e do Estado do Paraná em todas as funções que ocupou”, afirmou o governador.

O vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, também manifestou seu pesar pelo falecimento e solidariedade à família de Djalma de Almeida César. “Fica o nosso agradecimento pelo empenho, dedicação, pelos ideais pelos quais sempre lutou. Desejo que a família encontre o conforto nos ensinamentos e exemplos que Djalma deixou como pai, avô e homem público respeitado por todos”, afirmou.

O prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), através de sua assessoria de comunicação, emitiu nota expressando “profundo pesar” pelo falecimento de Djalma. “O governo de Ponta Grossa presta suas condolências aos familiares e amigos deste ilustre homem que nos deixou um belíssimo exemplo de dedicação ao trabalho, principalmente, por Ponta Grossa”, diz o texto publicado na página da Prefeitura de Ponta Grossa.
A Assembleia Legislativa, onde Djalma exerceu três mandatos, também emitiu nota se declarando em luto pelo falecimento. No Legislativo estadual, ele presidiu importantes comissões como as de Constituição e Justiça, Orçamento e Segurança Pública, além de participar como membro efetivo em outras comissões permanentes da Casa, com destaque nas discussões da Constituinte Estadual. A nota lembra ainda que na sessão de interiorização da Assembleia em Ponta Grosa, realizada em maio, o ex-deputado foi homenageado “pela dedicação e empenho em defesa dos interesses do Paraná e do Brasil”. (A.G.)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Histórico pequeno anjo ponta grossa


www.pequenoanjopgpr.blogspot.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011
Histórico
O Núcleo Promocional Pequeno Anjo inicia o funcionamento no próximo dia 28. A inauguração está agendada para as 10 horas. Quatro casas-lares serão entregues. No local, poderão ser atendidas crianças de 0 a 6 anos. Cerca de R$ 600 mil foram empregados nessa etapa.
“Conseguimos concluir a construção das quatro casas lares, mas ainda estamos trabalhando para a construção do prédio da administração”, explica a presidente do Pequeno Anjo, Angela Maria Skowron da Silva. A construção da entidade foi iniciada em 2006.
Angela explica que as crianças devem ocupar as casas-lares de acordo com a necessidade. “Temos capacidade para abrigar 40 crianças. De início, entretanto, vamos abrigar a metade por conta da obra do prédio da administração. São meninos e meninas, de 0 a 6 anos, que estarão assistidos até que ocorra a sua reintegração ao ambiente familiar ou o encaminhamento a uma família substituta, via adoção”, complementa.
A nova entidade deve colaborar para o melhor gerenciamento das demais instituições em funcionamento em Ponta Grossa. “Às vezes, as outras instituições ficam superlotadas. O Pequeno Anjo será mais uma opção. Serão novas vagas e possibilidade de dar condições ideais de desenvolvimento das crianças abrigadas no município”.
O atendimento no núcleo promocional será feito de forma multidisciplinar. “Assim como manda o Estatuto da Criança e do Adolescente, contaremos com psicólogo e assistente social. Será dado o respaldo necessário, como se a crianças estivesse numa família”. Paralelamente, trabalho será feito para reintegração. “O trabalho é sempre para que a criança abrigada retorne ao seio familiar”, completa.
Cerca de R$ 500 mil serão necessários para a construção do prédio da administração do Pequeno Anjo. “Estamos tentando liberar via Fundo da Criança e do Adolescente, mas com essa primeira etapa pronta, queremos agradecer. Cerca de 90% da obra devem-se à ajuda da comunidade, empresários e clubes de serviço”.

O Núcleo Assistencial Pequeno Anjo nasceu de uma parceria entre a APAM e a Vara da Infância e Juventude do Muncicípio de Ponta Grossa, com a finalidade de atender crianças de 0 a 6 anos, de ambos os sexos, vítimas de violência, abandonadas ou órfãs. Buscamos implementar no município uma entidade de abrigo provisório com capacidade para atender 40 crianças, que assegure berçário adequado, condições de acessibilidade para crianças portadoras de deficiência, espaço físico apropriado e atendimento interdisciplinar de profissionais e técnicos, visando garantir a proteção a criança e a convivência familiar. Na perspectiva de reduzir o tempo de abrigamento e garantir o direito à convivência familiar e comunitária, seja na modalidade de adoção, guarda ou retorno a família biológica.
Dr. Noeli Reback enfatiza que a ajuda da população permanece sendo necessária. “Temos a garantia de R$ 420 mil do governo do Estado para a construção da sede administrativa do Pequeno Anjo. Mas precisamos da ajuda da comunidade para que nos auxilie na manutenção e, ainda, que nos ajude a mobiliar as outras três casas”. Para saber como ajudar, basta ligar para (42) 3220-4960.

sábado, 30 de abril de 2011

OAB exige um basta aos escândalos na 13ª SDP


Delegadas Valéria e Araci, titular e ex-chefas, respectivamente, da 13ª SDP em confronto

Da Redação e Diário dos Campos
Foto: Divulgação

Estavam no cofre da 13ª Subdivisão Policial em Ponta Grossa 15 quilos de crack que misteriosamente desapareceram, o sumiço da droga deixa a ex-chefe da delegacia, Araci de Carmen Costa Vargas e a atual delegada chefa, Valéria Padovani, em lados opostos.

Araci garante que ao deixar o cargo no inicio de 2011 a droga estava lá, e portanto o sumiço não ocorreu em sua gestão. Já Valéria prefere aguardar o fim das investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria Estadual da Polícia Civil para saber as circunstâncias em que o entorpecente foi trocado por parafina nas dependências da 13ª SDP.

Araci Carmen Costa, que hoje atua em Castro, diz estar tranqüila em relação às investigações por confiar plenamente em sua equipe. “Posso te garantir que isso não ocorreu durante minha gestão. Nenhum integrante da minha equipe está envolvido nisso”, enfatiza a delegada. Ela justifica sua posição baseada no Termo de Transmissão de Função, um documento composto por 249 laudas que contém a listagem de todos os equipamentos e material apreendido que foram repassados por ela para a atual delegada chefe, Valéria Padovani
Secretário de segurança pública do PR, Reinaldo de Almeida, não se posiciona sobre polêmicas e Corregedoria diz que delegados da região não podem investigar o crime

O presidente da OAM-PG, Luiz Alberto Kubaski, ressalta que afirmações da testemunha são graves
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A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Ponta Grossa (OAB-PG) cobra um posicionamento da Secretaria Estadual de Segurança Pública em relação aos recentes escândalos envolvendo a 13ª Subdivisão Policial (SDP). Após ter desaparecido 15 quilos de crack de dentro da delegacia, o delegado-adjunto da 13ª Subdivisão Policial, Leonardo Carneiro, é acusado de querer obter de modo ilegal a confissão de Ernesto Aparecido de Lima de que ele, a mando do policial civil José Carlos Vargas, teria furtado o entorpecente do interior da delegacia da cidade.Segundo o presidente da entidade, Luiz Alberto Kubaski, os membros da OAB estão preocupados com os recentes problemas que envolvem a delegacia. “Até janeiro não tínhamos problema algum na 13ª SDP. Ficamos oito anos sem termos notícias envolvendo escândalos na delegacia. Se nada for feito a respeito desses casos, nós vamos cobrar uma solução da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná. Isso não pode ficar impune”, ressalta Kubaski.Leia a matéria na integra no JM impresso.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Prefeito receberá proposta para criar guarda montada


SEGURANÇA Ideia é inserir cavalos nas operações da Guarda Municipal

O prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, deve receber oficialmente na segunda-feira a proposta do vereador Valtão de Souza de implantar a Guarda Municipal montada. O projeto seria fruto de uma parceria entre a Sociedade Rural dos Campos Gerais e a Prefeitura e já foi levado ao presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) – órgão ao qual a Guarda está subordinado –, Edimir José de Paula.

De acordo com o presidente da Sociedade Rural, Adilson Berger, há 120 cocheiras no Centro Agropecuário que poderão ser disponibilizadas aos animais. Segundo ele, os abrigos para os equinos só é usado durante eventos. “Podemos até fornecer alguns cavalos para a Guarda Municipal. A Sociedade tem ainda uma escola de equitação para treinar os guardas”, explica.

Além de aumentar a segurança na cidade, outro objetivo da proposta é reduzir custos. “Um veículo exige manutenção e o custo fica bastante alto por mês. Já o cavalo tem um gasto muito menor”, diz Adilson, lembrando que os animais conseguem chegar a lugares em que, muitas vezes, carros e motos não conseguem.

Para Edimir, o policiamento montado só será viável se a parceria com a Sociedade Rural se concretizar. “O Município não condições de realizar as instalações. O que pode fazer, no máximo, é adquirir alguns animais”, diz. Ainda não se sabe quanto essa proposta custaria aos cofres da Prefeitura.

De acordo com Adilson, os cavalos podem ser usados na segurança de eventos e no policiamento dos bairros. “O próprio guarda municipal se sente mais seguro em cima de um cavalo, pois fica um metro e meio acima da multidão. Isso impõe respeito. Em uma situação de conflito, a polícia montada é muito mais vantajosa”, justifica.

Outro ponto destacado pelo presidente da entidade é o relacionamento com a comunidade. “O cavalo é atrativo. Em um bairro, ele atrai olhares, principalmente das crianças, o que melhora a relação dos guardas com os moradores”, diz.

Além da Guarda Muni–cipal, o projeto também deve ser levado ao 1º Batalhão de Polícia Militar. “Estamos abertos para fazer uma parceria com esta corporação também”, conclui

blotetin net



Perda de documentos
Apenas para documentos. Em caso de perda de cheque ou talonário, deverá ser informado o nº da conta, nº agência, nº da folha de cheque (ou folhas), Banco e titular da conta; e se o cheque estava em branco ou preenchido. No caso de documentos fiscais, deverá ser informado o CNPJ, a Razão Social, e a numeração dos documentos. Caso tenha ocorrido a subtração de valores e/ou objetos, dirija-se a Delegacia mais próxima.
Perda de objetos
Apenas para objetos. Caso tenha ocorrido a subtração de objetos (o que caracteriza furto), dirija-se a Delegacia mais próxima.
Furto de celular
Caso o celular tenha sido subtraído mediante violência ou grave ameaça à pessoa (o que caracteriza roubo, e não furto), não é possível registrar seu BO aqui; procure a Delegacia mais próxima.
Denúncia anônima
Faça aqui sua denúncia! Garantimos o seu anonimato.
Denúncia
Identifique-se e faça a sua denúncia.
Ameaça
Ameaça contra mulher, criança, adolescente e homem. Ameça de agressão, de morte, etc.
As três últimas modalidades serão encaminhadas à Delegacia da respectiva área para as providências cabíveis. Entretanto, o atendimento do registro efetuado é informado ao cidadão através de e-mail ou do telefone (fixo ou celular) preenchido no registro, durante o horário comercial, exceto nos finais de semana, por Policial Civil habilitado.

“Em todo o país, apenas Piauí e Paraná não dispõem desse serviço. Vamos implantá-lo, inicialmente, em Curitiba para depois estendê-lo a todo o Estado. Não é possível que, para prestar uma queixa, a pessoa seja obrigada a se deslocar a uma delegacia, num tempo em que o acesso às tecnologias da informação está disponível a todos”, disse o secretário de Estado da Segurança, Reinado de Almeida César.

Segundo o secretário, outras mudanças também devem melhorar o atendimento aos cidadãos nas delegacias. Além da modernização tecnológica, a Secretaria quer fazer convênios com instituições de ensino superior para que estagiários de áreas como psicologia, direito e serviço social, entre outras, possam fazer o atendimento inicial às vítimas.

“Queremos a Polícia Civil trabalhando com conceitos de respeito, urbanidade e profissionalismo. Não é possível que a população tenha medo de ir às delegacias. Queremos transformar as delegacias que hoje são ambientes lúgubres e mal cuidados em locais limpos, claros, em que as pessoas se sintam acolhidas”, afirmou.

Operações policiais de PG são exemplo para o Estado


CIDADE Foram realizadas duas megaoperações envolvendo órgãos de segurança e de fiscalização

A delegada-chefe da 13ª Subdivisão Policial (SDP), de Ponta Grossa, Valéria Padovani de Souza, participou de uma reunião, na terça-feira, com o secretário de Estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, e o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius Michelotto. O encontro contou com a participação de todos os chefes das 20 SDPs e serviu para discutir as diretrizes no planejamento da segurança no Paraná.

Segundo Valéria, durante a reunião, em Curitiba, Reinaldo sugeriu que as ações realizadas em Ponta Grossa sejam copiadas pelos outros municípios. “O secretário elogiou muito as Operações Força Total I e II que realizamos na cidade, com a integração de várias forças, e pediu para que os demais delegados adotem a estratégia”, revelou a delegada. De acordo com ela, ações integradas como essas são a principal meta do governo do Estado para reduzir a violência. “Temos que mostrar à população nossa capacidade de trabalho integrado para reduzir a criminalidade. Uma união de forças em prol da sociedade”, disse o secretário. As megaoperações aconteceram em março e abril e envolveram as Polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal e Estadual; Corpo de Bombeiros; Guarda Municipal; Receitas Estadual e Federal; Instituto de Criminalística; Conselho Tutelar; Vigilância Sanitária e Setor de Alvarás da Prefeitura de Ponta Grossa.

Valéria disse também que Reinaldo reafirmou que Ponta Grossa será a primeira cidade do Paraná a receber a Delegacia Padrão. “Ele também destinou uma viatura nova para a 13ª SDP, disse que está brigando por mais melhorias e aumento do efetivo”, contou. No entanto, conforme ela, o secretário não estipulou prazos.

Segundo a delegada, a reunião foi bastante produtiva. “Percebemos que os delegados estão trabalhando em sintonia e com vontade de contribuir”.

No encontro, os delegados do interior também puderam tirar dúvidas e expor dificuldades de suas regiões. “Essa reunião é para aproximar a administração da Polícia Civil com os órgãos operacionais no interior do Estado. A troca de ideias vai nos orientar em novas diretrizes”, afirmou Michelotto.

Segundo o delegado Julio Reis, chefe da Divisão Policial do Interior (DPI), o encontro também serviu para que cada um falasse do trabalho que esta sendo realizado na sua região. “Estamos aferindo os índices de criminalidade e fizemos o balanço do primeiro trimestre. Houve queda no número de homicídios dolosos, o que demonstra que o trabalho policial está sendo bem orientado”.

Além do secretário da Segurança, do delegado-geral e do delegado-chefe da DPI, participaram da reunião o delegado-geral-adjunto, Francisco Jose Batista da Costa; o corregedor-geral, Paulo Ernesto de Araújo Cunha; o delegado-chefe do Grupo Auxiliar de Planejamento, Kioshi Hattanda; o delegado do Funrespol, Roberto Ferreira do Nascimento; o diretor do Instituto de Identificação, delegado Newton Tadeu Rocha; o coordenador do setor de informática, delegado Eduardo Marcelo Castela, e o delegado da Divisão de Estrutura, Benedito Gonçalves Neto.

Roberto Requião diz que sofreu bullying de jornalista



O senador Roberto Requião (PMDB)- foto tomou o gravador da mão de um repórter da Rádio Bandeirantes na tarde desta segunda-feira, 25 de abril, ao ser questionado sobre sua aposentadoria de ex-governador do Paraná, de acordo com O Globo.
O político retirou o cartão de memória do equipamento e devolveu, logo depois, com os áudios apagados, informou o Portal Terra.
Em seu perfil no Twitter, Requião comentou o episódio: "Acabo de ficar com o gravador de um provocador engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo". Segundo o Terra, após receber mensagens de diversos usuários sobre o episódio, o ex-governador do Paraná escreveu: "O jornalista agressor está conseguindo o sucesso que pretendeu, e a 'categoria' está alvoroçada. A discussão é boa".
Requião conversava com um grupo de jornalistas sobre a economia nos gastos públicos, especialmente na Previdência Social, quando foi indagado se estaria disposto a abrir mão de sua própria aposentadoria vitalícia, no valor de R$ 24.117,62 por mês, em nome da contenção de despesas, noticiou o R7.
O secretário de comunicação do Senado ligou para Requião pedindo que ele devolvesse o cartão de memória do gravador, de acordo com o Estado de S. Paulo. Diante da recusa, restou ao comitê de imprensa do Senado entrar com representação contra o senador na Mesa Diretora. "Só na ditadura é que eu presenciei fato tão ridículo como este", lamentou o presidente do comitê, jornalista Fábio Marçal, citado pelo Estado.
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJDF) repudiou a ação e manifestou solidariedade ao repórter. "A arbitrariedade não é prerrogativa de nenhuma autoridade. Que a censura volte para o tempo sombrio ao qual ela pertence", disse o presidente da entidade, Lincoln Macário, citado pelo portal UOL.
Este não é o primeiro caso envolvendo Requião e jornalistas. Em 2004, durante o lançamento de um programa do governo, contrariado com uma pergunta sobre sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele pegou o gravador e torceu o dedo polegar de um repórter do Jornal de Londrina.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

PG antevê eleição das mais disputadas em 2012

Ainda falta mais de um ano para definir quem serão os nomes que irão disputar a Prefeitura de Ponta Grossa, mas as perspectivas atuais apontam para uma eleição das mais concorridas. Hoje, cinco nomes despontam como possíveis candidatos ao Palácio da Ronda, dentre os quais dois ex-prefeitos, dois deputados estaduais e um dos novos nomes locais mais votados nas eleições de 2010. Grupos políticos já começaram a se movimentar ao redor destes nomes, ensaiando composições que possam ter condições reais de conquistar o governo.
A expectativa é maior des­sa vez porque o prefeito Pe­dro Wosgrau Filho (PSDB), prestes a encerrar seu segundo mandato consecutivo, não poderá disputar a reeleição. Logo, existe o suspense sobre quem será o seu indicado para sucedê-lo. O nome mais forte é o do deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM), que não esconde o desejo de disputar a Prefeitura. “A eleição ainda está muito longe, por enquanto estamos preocupados em trabalhar para o Município. Eleição é um assunto para o ano que vem”, diz Wosgrau, que recentemente assumiu a presidência do PSDB em Ponta Grossa.
O grupo de Plauto e Wosgrau terá pela frente aquele que foi seu principal adversário na eleição passada. O PPS, dos irmãos Marcelo Rangel e Sandro Alex (que disputou o segundo turno em 2008), já anunciou que terá candidato próprio. Como Sandro assumiu recentemente o mandato como deputado federal, a tendência é de que Rangel seja o escolhido. “Temos bons nomes para a disputa da Prefeitura. Agora é o momento de trabalhar na organização do partido e discutir qual é o melhor”, despista Rangel.
Dois ex-prefeitos também despontam no cenário para a disputa de 2012: Jocelito Canto (sem partido), ex-deputado estadual, e Péricles de Holleben Mello (PT), reeleito no passado na Assembleia Legislativa. “O povo tem manifestado o desejo de me ver novamente na Prefeitura. Mas para isso acontecer, é preciso montar um grupo forte. Tudo pode acontecer”, resume Jocelito, que ainda não definiu o partido ao qual pretende se filiar. As chances maiores são do PMDB. Péricles, por sua vez, é novamente lembrado em razão de seu partido não contar com outros nomes com mais peso para a disputa majoritária.
Por enquanto, o mais enfático ao falar da disputa pela Prefeitura é o PV, que já anunciou como pré-candidato o radialista e empresário Tavinho Luck. O “Véio”, como é conhecido, foi candidato a deputado federal no ano passado e fez 15,7 mil votos, sendo 13 mil somente em Ponta Grossa. “Fui convidado para disputar o Palácio da Ronda em 2012 e recebi o apoio de diversos amigos e empresários que acreditam no meu potencial para governar a cidade. Por isso aceito o desafio”, afirmou Tavinho recentemente.

Possíveis candidatos à Prefeitura
Até o momento, cinco nomes despontam como possíveis candidatos à Prefeitura de Ponta Grossa em 2012. Alguns amparados pelo bom momento que vivem em suas carreiras políticas, outros apostando na experiência na vida pública. Há ainda aqueles que precisam superar alguns obstáculos para que possam viabilizar uma possível participação na corrida eleitoral.





Plauto Miró Guimarães (DEM)
Deputado estadual em seu sexto mandato, assumiu neste ano a 1ª secretaria da Assembleia Legislativa. Foi candidato a prefeito em 1996 e agora deve ser o candidato do prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB). A seu favor pesa o fato de ser hoje o principal interlocutor local junto ao governador Beto Richa (PSDB).


Marcelo Rangel
(PPS)
Deputado estadual ponta-grossense mais votado nas últimas eleições, está em seu segundo mandato. Ao lado do irmão, o deputado federal Sandro Alex, compõe uma das principais forças políticas locais atualmente. Em 2008, Sandro chegou a disputar o segundo turno das eleições municipais.




Jocelito Canto
(sem partido)
Ex-deputado estadual com três mandatos e ex-prefeito entre 1997 e 2000, já anunciou por diversas vezes sua aposentadoria política. Atualmente sem partido, tende a ir para o PMDB. Para poder concorrer, precisa solucionar as pendências com a Justiça, a fim de não ter problemas com a lei da Ficha Limpa






Péricles de Holleben Mello (PT)
Deputado estadual em seu quarto mandato, já governou Ponta Grossa entre 2001 e 2004. Pode ser candidato em razão de o PT não contar com nomes de peso para a disputa majoritária. Porém, teve recentemente desaprovadas suas contas de 2001 e 2003, o que pode impedi-lo de participar das eleições.



Tavinho Luck
(PV)
Radialista conhecido pelo seu personagem “Véio”, disputou sua primeira eleição no ano passado. Candidato a deputado federal, fez 15,7 mil votos, sendo 13 mil apenas em Ponta Grossa. Já foi anunciado como pré-candidato a prefeito pelo seu partido, que peca pela estrutura inferior à de outras legendas.

sábado, 16 de abril de 2011

Polícia impede assalto a posto de combustíveis


NA HORA CERTA Suspeitos foram presos quando tentavam assaltar o estabelecimento, na Avenida Souza Naves

Policiais rodoviários federais da Unidade Operacional Caetano, em Ponta Grossa, conseguiram impedir o assalto a um posto de combustíveis, na noite de quarta-feira. O alvo era um estabelecimento localizado na Avenida Souza Naves, perímetro urbano da BR-373.

Um funcionário desconfiou de dois homens que rondavam o local e acionou o telefone de emergência da PRF, o 191. Os policiais logo chegaram e conseguiram prender os suspeitos. Um deles estava armado com um revólver calibre 38.

O chamado do funcionário foi registrado pela central da PRF, em Curitiba e, de lá, um agente ligou para a unidade policial.

Imediatamente, os policiais se deslocaram ao posto e, nas proximidades, avistaram os dois suspeitos no acostamento da rodovia. Ao ligar a sirene, os homens jogaram em meio a um matagal a arma e várias munições, no entanto, acabaram rendidos e imobilizados.

Durante a revista, a PRF encontrou uma touca tipo balaclava – muito usada por assaltantes. Os policiais conseguiram encontrar o revólver e 11 munições intactas.

Os suspeitos, um de 18 e outro de 19 anos, não portavam documentos, mas seriam conhecidos pelos apelidos de “Narizudo” e “Caramelo”. Os dois foram encaminhados à 13ª Subdivisão Policial (SDP) e autuados em flagrante por tentativa de roubo e porte ilegal de arma.

Ainda segundo a PRF, ambos confessaram que pretendiam assaltar o posto. Eles são suspeitos de vários outros assaltos cometidos em postos de combustíveis da área da BR-373, entre o Jardim Sabará e o Núcleo Cristo Rei.

Ciganos vila vilela escondiam drogas, armas e objetos roubado


PROVAS DO CRIME Pontos de tráfico funcionavam na casa de ciganos, na Vila Vilela

Uma operação da Polícia Militar estourou dois pontos de tráfico de drogas em Ponta Grossa, na tarde de ontem. As bocas-de-fumo funcionavam em duas casas habitadas por ciganos, na Vila Vilela. Ao todo, foram apreendidos 4,5 quilos de maconha, 50 gramas de crack, uma pistola calibre 765, munições, uma espada, diversos aparelhos eletroeletrônicos supostamente furtados ou roubados e R$ 2,8 mil em espécie. Três pessoas foram detidas e encaminhadas à 13ª Subdivisão Policial (SDP).

A ação foi comandada pela Agência Local de Inteligência (ALI) do 1º Batalhão de Polícia Militar. Segundo os policiais, o trabalho começou com a chegada de denúncias anônimas ao Sistema 181 e as investigações duraram alguns dias.

Os pontos de tráfico funcionavam em residências no mesmo terreno, na Rua Carlos Chagas. Em uma delas mora um homem de 67 anos e a mulher dele, e na outra casa, vivem a filha do casal, de 28 anos, e o marido, de 29. “Na casa do idoso, encontramos grande quantidade de dinheiro e um tijolo de maconha”, disse um dos PMs. “Na moradia da jovem, havia mais dinheiro, maconha, crack, os produtos roubados e a pistola”, complementou. Também foram localizadas munições calibre 38.

De acordo com a polícia, tanto as drogas quanto o dinheiro estavam espalhados pela casa do jovem casal. Boa parte da droga foi encontrada graças aos cães mantidos pela equipe do Canil e que foram prestar apoio à operação. Policiais da Rádio Patrulha também acompanharam a ação. “Tinha droga dentro do guarda-roupa, dinheiro espalhado”, explicou o policial da ALI. Segundo ele, os suspeitos não reagiram. Os acusados confessaram que apenas um notebook, apreendido na operação, é furtado.

Ainda segundo a PM, os supostos traficantes vendiam drogas tanto para usuários quanto para outros revendedores. “Por isso que encontramos televisores e outros objetos de grande valor. Eles recebiam esses produtos de furto em troca de droga para outros traficantes”, disse o policial.

Os três acusados não tiveram o nome divulgado porque, até o fechamento desta edição, eles ainda não tinham sido ouvidos pelo delegado Flávio Zanin.Publicado em: 16/04/201

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Município precisa definir regime, diz TRT 2011


CONTRÁRIOS Servidores apresentaram posicionamento ontem na Câmara

Acompanhados do prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), os vereadores Alysson Zampieri (PPS) e Sebastião Mainardes Júnior (DEM) estiveram ontem em Curitiba, reunidos com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Ney José de Freitas. O assunto da conversa foi o polêmico projeto do Executivo que estabelece o regime estatutário próprio para os servidores municipais. Durante o encontro, o presidente reforçou a necessidade de definir um regime único para o funcionalismo municipal, o que não acontece hoje.

Zampieri preside a Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR), que analisa o projeto atualmente. De acordo com ele, o funcionalismo municipal hoje está dividido entre servidores de regime estatutário e os regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os chamados celetistas. “O que nós não sabíamos é que, se for rejeitado o projeto, não poderá permanecer como está. O presidente esclareceu que é preciso definir um regime único, ou estatutário ou celetista”, observou.

De acordo com Zampieri, os dois regimes têm suas vantagens e desvantagens para os trabalhadores. Por exemplo: no regime celetista, os servidores perderão o direito à estabilidade garantida no serviço público. Com o estatutário, a perda será do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “O FGTS existe como forma de compensar a estabilidade. A legislação exige que se opte entre um dos dois”, reforçou o parlamentar.

O próximo passo da comissão será chamar o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Leovanir Martins, para apresentar seu posicionamento. Na sequência serão chamados um representante do Departamento Jurídico da Prefeitura e o próprio prefeito Wosgrau. Por fim, será realizada uma audiência pública com os servidores, para que eles se manifestem a respeito da proposta do Executivo. Somente então a comissão irá emitir o parecer ao projeto, que seguirá para votação em plenário.

Servidores pedem que projeto seja rejeitado
Servidores municipais lotaram o plenário da Câmara Municipal no início da noite de ontem para acompanhar um ato público organizado pelo sindicato da categoria. O objetivo da reunião foi apresentar o posicionamento oficial da categoria a respeito do projeto que cria o regime estatutário próprio para o funcionalismo. Contrários à proposta do governo, os trabalhadores solicitaram que os vereadores rejeitem a matéria.

A apresentação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Leovanir Martins, ao presidente da Câmara, vereador Maurício Silva (PSB). De acordo com o sindicalista, se aprovado, o projeto do Executivo trará uma série de prejuízos aos trabalhadores. “Esse projeto, se aprovado representará um golpe em várias conquistas obtidas pela categoria nos últimos anos”, assinalou.

Um dos pontos que gera maior preocupação entre os servidores é o fim do pagamento do FGTS, que já não vem sendo depositado pela administração municipal por ter sua legalidade questionada na Justiça. Leovanir atenta ainda para a possibilidade de o governo alterar os direitos dos servidores conforme sua vontade. “O Executivo poderá mexer como bem entender em questões como remuneração e carga horária”, observa. Outros itens que são motivos de contrariedade são o corte das horas extras com a criação de banco de horas e a instituição de jornada de trabalho variada, entre 30 e 40 horas semanais.

Maurício informou aos servidores que o projeto ainda está sendo analisado pela Comissão de Justiça e que só seguirá para apreciação em plenário somente após ampla discussão. Alguns vereadores já se manifestaram publicamente voto contrário à proposta, casos de Pascoal Adura (PMDB) e George Luiz de Oliveira (PMN).

Publicado em: 14/04/2011

1º Batalhão forma 40 novos policiais

A Região dos Campos Gerais receberá, a partir da próxima semana, reforço na segurança pública. É que está marcada para a quarta-feira que vem a solenidade de Formatura do Curso de Formação de Soldados – Turma 2010/2011. Quarenta novos policiais militares, dentre eles seis mulheres, estarão sendo promovidos a soldado primeira classe e passarão a trabalhar nos municípios. O curso teve duração de aproximadamente dez meses. Durante esse período, os PMs tiveram a aulas teóricas e práticas e passaram por estágio supervisionado operacional. Agora, os novos policiais militares estão prontos para desempenharem suas funções nas ruas. A cerimônia acontecerá no 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), às 10 horas.

Interdição da cadeia de PG é discutida por entidades


SUPERLOTADA Cadeia Pública de Ponta Grossa amontoa mais de 500 presos em espaço projetado para 172

O Ministério Público Esta­dual promove hoje um encontro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Subseção Ponta Grossa para discutir o risco de interdição da Cadeia Pública Hildebrando de Souza. O café da manhã reúne a promotora Daniele Cristine Cavali Tuoto, o juiz da Vara de Execuções Penais, Antônio Acir Hrycyna, e a diretoria da OAB. “Vamos discutir a possibilidade de fechamento do presídio ou alternativas para amenizar a superlotação”, afirma o presidente da OAB, Luís Alberto Kubaski.

Daniele acredita que a interdição total do presídio, porém, não resolve a questão. “O fechamento pode criar um problema muito maior porque não temos onde colocar os presos que lá estão e nem onde pôr os detentos que chegam todos os dias”, comenta. Segundo ela, juntas, as entidades envolvidas diretamente com o sistema carcerário podem estudar saídas “menos dolorosas para a sociedade”.

Do total de presos no Hildebrando, 190 já foram condenados e deveriam estar cumprindo pena nas penitenciárias. “Nós já pedimos a transferência de todos eles”, garante Daniele. O problema é que também não há vagas nos demais presídios.

Uma das medidas a serem debatidas na reunião desta quinta é a realização de mais um mutirão carcerário, com o objetivo de revisar os processos dos mais de 500 presos que hoje se amontoam na cadeia. Desde dezembro, o Hildebrando, que tem capacidade para 172 detentos, vive a maior lotação de sua história.

De acordo com a promotora, além dos condenados, o ‘Cadeião’ ainda mantém presos que poderiam estar respondendo ao processo em liberdade. “Há cerca de cem detentos que já poderiam ter sido soltos por causa dos prazos da Justiça ou porque cometeram crimes de menor gravidade. Infelizmente, não temos uma Defensoria Pública para acompanhar mais de perto todos os processos”, lamenta. Por isso, Daniele espera a colaboração da OAB para revisar as ações dos detentos. “A Vara de Execuções Penais não cuida apenas de Ponta Grossa. Temos cerca de 15 mil processos da cidade e da região para atender. Não conseguimos fazer todo o trabalho sozinhos”, acrescenta a promotora.

Mais vagas
O presidente da OAB também destaca a necessidade de se cobrar do governo do Estado a criação de uma Casa de Custódia. “Essa obra não vai resolver o problema, mas vai alivi”, diz Kubaski.

O que o governo já anun­ciou foi a ampliação­ do Centro de Regime Semi­aber­to de Ponta Grossa (Crapg), obra orçada em R$ 1,8 milhão. A unidade possui­ capacidade para 120 homens condenados e a ampliação vai permitir a abertura de mais 216 vagas.

Publicado em: 14/04/2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PM recolhe armas em Itaiacoca 2011


CRIME Patrulha Rural apreendeu três armas na região, ontem

A Polícia Militar apreendeu três armas de fogo, munição de vários calibres e equipamentos de recarga no fim da manhã de ontem, em Ponta Grossa. O material estava em sítios da localidade de Ribeirãozinho, no Distrito de Itaiacoca, próximo à divisa com o município de Castro. A Patrulha Rural foi à região para verificar denúncias de caça ilegal.

Duas pessoas foram levadas ao 2º Distrito Policial, prestaram depoimento ao delegado Marcus Vinícius Sebastião e foram liberadas. Os homens, de 58 e 23 anos, vão responder a inquérito por posse ilegal de arma de fogo.

De acordo com o cabo Ferraz, da PM, foram apreendidas duas espingardas, calibre 32 e 28, e uma garrucha calibre 36. O armamento é bastante antigo e foi entregue voluntariamente pelos dois homens. A polícia não conseguiu confirmar a prática de caça durante a ação.

Segundo Ferraz, a Patrulha Rural está intensificando o policiamento no Distrito de Itaiacoca devido a dois confrontos armados registrados no fim do ano passado e começo deste ano. “Recebemos também várias denúncias de posse e porte de arma, disparos e caça ilegal”, explica.

O policial diz que muitos moradores da região costumam manter armas em casa, mas lembra que elas precisam ter registro da Polícia Federal. “Por isso, a pessoa que não possuir o registro, pode acabar presa e indiciada”, observa, acrescentando que a Patrulha está verificando as denúncias não só no Distrito de Itaiacoca, mas em toda a zona rural de Ponta Grossa.Publicado em: 06/04/2011

Criminalidade diminui em Ponta Grossa, diz polícia 2011


CÚPULA Delegados Maurício da Luz, Valéria Padovani e Leonardo Carneiro destacaram a redução da violência, em entrevista coletiva

A 13ª Subdivisão Policial (SDP) registrou queda na criminalidade em Ponta Grossa no primeiro trimestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números foram apresentados, na manhã de ontem, pela delegada-chefe da 13ª SDP, Valéria Padovani de Souza, em entrevista coletiva. Os índices levam em conta dados referentes a homicídios, roubos e furtos, crimes considerados de maior gravidade na área da segurança pública.

Segundo o levantamento, o número de assassinatos caiu 28% no município. De janeiro a março deste ano, a polícia registrou 13 homicídios na cidade contra 18 contabilizados no primeiro trimestre de 2010. Do total de assassinatos contabilizados em 2011, 78% foram elucidados, com detenção dos suspeitos ou, pelo menos, expedição do mandado de prisão. “O crime que merece mais atenção da polícia é o homicídio e boa parte dos casos está relacionada ao tráfico de drogas”, comentou o delegado-adjunto, Leonardo Carneiro.

Os furtos simples tiveram queda de 34%, os furtos qualificados, 7%, e os roubos, 17%. Conforme a 13ª SDP, foram registrados 810 furtos qualificados, 462 furtos simples e 370 roubos nos três primeiros meses de 2010. Em 2011, em igual período, a polícia notificou 757 furtos qualificados, 305 furtos simples e 306 assaltos.

Valéria considera os números positivos e atribui o resultado ao trabalho de investigação realizado pelo Setor de Inteligência da 13ª SDP e à integração dos diversos órgãos de segurança e fiscalização, durante as operações de combate ao crime. “Criamos o setor para fazermos um mapeamento da criminalidade na cidade e já estamos colhendo os frutos, com a redução da violência”, disse.

A delegada afirmou que a polícia tem se esforçado para colocar bandidos atrás das grades. “O criminoso pode ter certeza de que não ficará impune e será afastado do convívio social. Enquanto não tiver condições de viver em sociedade, permanecerá encarcerado”, garantiu. No entanto, a manutenção do suspeito preso depende de decisões da Justiça.

O delegado da Seção de Furtos e Roubos, Maurício Souza da Luz, ressaltou a participação da população na resolução dos crimes. “A credibilidade da polícia tem aumentado”, observou.

Prestação de contas
Valéria Padovani convocou a entrevista coletiva para apresentar os dados da violência, conforme prometido no início da gestão, em meados de janeiro. “Comprometi-me a prestar contas à sociedade dos Campos Gerais, afinal, somos um órgão público e precisamos apresentar os números à população para juntos buscarmos a melhoria do serviço público”, assegurou.

O próximo passo, anunciou a delegada, é aumentar e melhorar a estrutura das delegacias dos demais municípios dos Campos Gerais. A 13ª SDP abrange 19 cidades.

Veja os números:
Jan-Mar/2010 Jan-Mar/2011
Homicídios 18 13
Roubos 370 306
Furtos qualificados 810 757
Furtos simples 462 305
Fonte: 13ª Subdivisão Policial

Mapa vai apontar perfis
O Setor de Inteligência da 13ª SDP está elaborando um mapa da violência. Segundo o delegado Leonardo Carneiro, o objetivo é relacionar todas as informações referentes aos crimes, como local da ocorrência, horário, perfil do criminoso e da vítima. “A partir desses dados, podemos realizar operações integradas para prevenir a violência”, afirmou. De acordo com a delegada Valéria Padovani, o mapeamento vai auxiliar o direcionamento das ações.